Presidente da Comissão Europeia está menos pessimista em relação à Grécia

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Jean-Claude Juncker em 2006.

Agência Brasil

25 de março de 2015

Bruxelas, Bélgica — O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse hoje (25) que está menos pessimista com a situação da Grécia e as negociações do país com seus credores. Segundo Juncker, as reformas gregas deverão ser apresentadas no máximo até o início da próxima semana. Na sessão plenária de hoje do Parlamento Europeu, em Bruxelas, Juncker contou que falou ontem (24) com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que disse que as reformas solicitadas pelos parceiros europeus serão apresentadas até final desta semana ou, no máximo, no início da próxima semana.

“Admito que estava pessimista ao longo das últimas semanas, porque não havia progressos, mas agora voltamos a ter um processo normalizado e penso que vamos chegar a uma conclusão favorável, tanto para a Grécia, de que eu tanto gosto, quanto para a União Europeia”, disse Juncker, em debate com os deputados sobre conclusões do Conselho Europeu da semana passada.

À margem desse encontro que reuniu os chefes de Estado e de governo dos 28 Estados-membros, realizou-se uma mini-cúpula entre líderes europeus e o primeiro-ministro grego, em que Tsipras assumiu o compromisso de entregar uma lista completa de reformas específicas em seu país às instituições credoras (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) para que o país possa ter acesso aos fundos pendentes do segundo resgate, que são cruciais perante as graves dificuldades de liquidez dos cofres públicos gregos.

Juncker disse ainda que, quando essa lista chegar, será analisada pelas instituições que formam o Grupo de Atenas (nome com que foi rebatizada a troika, termo que não agradava ao novo executivo grego), para verificar se estão em linha com o pretendido e a sua viabilidade. “Depois das avaliações feitas, o processo poderá avançar da melhor forma possível”, acrescentou. O governo grego já disse que as reformas a serem apresentadas aos parceiros europeus não contêm medidas de austeridade e serão baseadas na lista de propostas que o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, apresentou em fevereiro.

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