Presidente da Câmara dos Deputados recomenda sigilo durante investigação dos Sanguessugas

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4 de julho de 2006

Brasil

O Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Aldo Rebelo (PcdoB), defendeu nesta segunda-feira (3) o sigilo das informações referentes às investigações da "Máfia das Ambulâncias".

A "Máfia das Ambulâncias" é como ficou conhecido um suposto esquema de favorecimento irregular para uma empresa do ramo de saúde e que envolveria a participação de parlamentares que supostamente aprovaram emendas ao orçamento para favorecer a referida empresa. O suposto conluio foi descoberto pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga.

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, enviou sexta-feira passada (30) para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) os inquéritos onde estão citados 15 parlamentares e determinou a manutenção de sigilo para os processos, os quais correm em segredo de Justiça.

A Agência Câmara informou que Rebelo considerou a decisão do STF "acertada e coerente" e que a CPI "deve respeitar a determinação do tribunal, independentemente de supostas dificuldades que forem encontradas para manter o sigilo".

"A lei tem de ser cumprida, principalmente quando é uma determinação do Supremo. Não vejo por que usar o argumento da dificuldade como pretexto para a quebra de uma determinação legal", declarou o Presidente da Câmara.

O presidente da CPI que investiga o caso, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT), disse que a comissão procurará evitar vazamentos de informações, mas que essa tarefa não será fácil.

É esperado que o Ministério Público Federal disponibilize outra lista com os nomes de outros 30 deputados envolvidos nessas irregularidades.

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