Presidência nega que Lula tenha conversado com Obama sobre a compra de caças

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Agência Brasil

18 de setembro de 2009

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, negou que o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva tenha conversado por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a compra de caças.

O suposto telefonema foi noticiado pela imprensa internacional. “É uma especulação que não corresponde à realidade. Os concorrentes já apresentaram suas posições. O processo corre pelos trâmites normais”, afirmou o porta-voz, acrescentando que os norte-americanos têm usado os canais normais para tratar das negociações.

Os Estados Unidos disputam com os franceses e suecos a venda de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). A embaixada norte-americana chegou a divulgar nota informando que irá transferir tecnologia ao Brasil para a construção dos caças F/A-18 Super Hornet.

O vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, disse ontem (17) que, se o Brasil optar pelo modelo de seu país, o Gripen, poderá comprar o dobro de aviões pelo preço de um dos concorrentes.

Quarta-feira (16), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, havia confirmado a preferência do governo federal pelos caças Rafale, da França. O presidente Lula já havia sinalizado a preferência no dia 7 de setembro, quando recebeu o presidente francês, Nicolas Sarkosy.

Na próxima segunda-feira (21), Lula embarca para os Estados Unidos onde participará da Assembleia-Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e da reunião do G20, em Pittsburgh.

Nos encontros, segundo Baumbach, Lula reafirmará a necessidade de reformas nos organismos financeiros multilaterais e na própria ONU para a entrada de países em desenvolvimento, fará críticas aos países ricos por resistirem a adotar medidas para o combate às mudanças climáticas e defenderá a permanência de medidas anticíclicas para impedir um colapso mundial com a crise financeira.


Fontes

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via WhatsApp Compartilhe via Telegram Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati