Prédios desabam no Centro do Rio de Janeiro

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Agência Brasil

Fundos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e um prédio que ficava ao lado do quê desabou. Imagem de 20 de fevereiro.
Fundos do Teatro Municpal do Rio de Janeiro um pouco danificados pelo desabamento do prédio atrás. Imagem de 20 de fevereiro.

26 de janeiro de 2012

Rio de Janeiro, RJ, Brasil — O prédio de 18 andares localizado no bairro Centro, na capital fluminense, desabou por volta das 20h10m da noite de ontem. No seu entorno ficam o Theatro Municipal (com "Th"), o Quartel Central da Polícia Militar e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. No saguão do prédio funcionava uma agência do Banco Itaú e uma padaria. Nas proximidades também ficam o tradicional Bar Amarelinho, que reúne políticos, artistas e jornalistas há décadas.

Equipes da Defesa Civil Municipal, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estão trabalhando no isolamento da área e na procura de possíveis vítimas. Vários carros que estavam estacionados na Rua 13 de Maio ficaram cobertos de poeira, devido aos escombros. Os bombeiros confirmaram também que há um forte cheiro de gás na região. A Defesa Civil municipal confirmou há pouco que há feridos, mas não soube precisar a gravidade das vítimas. De acordo com os bombeiros do Quartel Central, houve uma explosão seguida do desabamento parcial do prédio perto da Cinelândia, área considerada histórica do centro.

O prédio ficava localizado na Rua 13 de Maio, no bairro Cinelândia e estava passando por reforma no quinto andar. As paredes divisórias tinham sido retiradas recentemente e no local foi aberto um grande salão. O edifício ao lado, de número 46 da Avenida 13 de Maio, com cinco andares, também foi atingido e desabou parcialmente.

De acordo com as equipes do Corpo de Bombeiros que trabalham no local, apenas o zelador de nome Marcelo, que foi retirado com vida dos escombros, disse que no momento do desabamento apenas ele estava no prédio. Antes porem foram ouvidos três estalos, quase simultâneos, e quem passava na hora conseguiu correr. Foi o caso do auxiliar de manutenção, Júlio César de Oliveira Brandão, 40 anos. “Após o terceiro estalo seguido, o prédio desabou. Caiu de uma vez. Houve muita fumaça que tomou conta de toda a região da Cinelândia. O prédio caiu de lado. A queda provocou um estouro e caiu”, disse.

O servidor público Aloísio Pereira, de 41 anos idade, também passava na hora do desmoronamento. Segundo ele, “a queda foi rápida, com um estrondo muito forte, e muita fumaça tomou conta da área”.

O vendedor de água Vicente da Cruz, que estava perto do prédio que desabou, disse que quase ficou sob os escombros. Segundo ele, só escapou porque correu quando percebeu que o reboco da fachada do edifício estava se desprendendo. “Em menos de cinco minutos tudo começou a cair nas pessoas que estavam embaixo, que começaram a correr assustadas”, disse o ambulante ainda com a roupa suja de poeira.

O médico anestesiologista do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), José Antonio Diniz, mora nas proximidades da Cinelândia. Ao saber do desabamento pela televisão, foi de moto para o local, e apresentou-se como voluntário. Ele ajudou a retirar dos escombros o zelador de um dos prédios, identificado apenas como Marcelo, que aparentemente estava bem e deu informações importantes sobre a logística do prédio. Segundo o médico, o zelador declarou que apenas ele estava no edifício.

José Diniz disse ainda que chegou ao local praticamente junto com as equipes do Corpo de Bombeiros. “Há escombros em uma altura de 30 metros e ainda há fumaça no local. O prédio tem dois elevadores e os bombeiros concentraram as buscas por vítimas nas áreas próximas ao elevadores”, declarou.

A Avenida Rio Branco está interditada desde a Avenida Presidente Vargas para facilitar o trabalho das equipes de socorro. Máquinas pesadas com pás mecânicas estão no local para auxiliar na retirada dos escombros e facilitar o acesso das equipes de socorro.

Por causa do desabamento dos dois prédios na área central da cidade, a concessionária MetrôRio, por motivo de segurança preventiva, resolveu fechar as estações Cinelândia, Carioca, Uruguaiana e Presidente Vargas. Com o fechamento, a Linha 1 do metrô está funcionando das estações Glória até a General Osório, no Leblon; e da Saens Peña, na Tijuca, à Central do Brasil. Na Linha 2 o metrô está operando da Pavuna, na zona norte, ao Estácio, na região central da cidade.

O prefeito da cidade, Eduardo Paes, disse há pouco que há possibilidade de existir pessoas sob os escombros dos prédios que desabaram esta noite no centro do Rio de Janeiro. Paes confirmou a retirada de quatro pessoas feridas. Elas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar.

Segundo o prefeito, são dois o prédios que desmoronaram: um com 20 andares e outro com dez. Ele não descartou a possibilidade de vazamento de gás, mas considerou como hipóteses mais provável a ocorrência de uma falha estrutural, pois os imóveis que eram antigo. Os dois edifícios ficavam nos fundos do Theatro Municipal.

Uma tenda com assistentes sociais foi montada próximo ao local do desmoronamento para atender parentes das vítimas. Os dois prédios abrigavam salas comerciais e uma agência bancária no térreo.

Fontes[editar]

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