Por que a China quer dominar o setor elétrico na América Latina?

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29 de maio de 2021

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No final de março, o regulador chileno aprovou incondicionalmente a compra da Compañía General de Electricidad (CGE), com sede no Chile. A venda ocorreu entre o grupo energético espanhol Naturgy, por meio de sua subsidiária chilena, e a chinesa State Grid por 2.570 milhões de euros, segundo documentos oficiais.

Não é a primeira vez que a China faz aquisições naquele país com o objetivo de expandir sua presença em setores estratégicos de eletricidade. Em 2018, a Companhia da Rede Elétrica do Sul da China adquiriu uma participação de 27,7% na empresa chilena de energia Transelec, desembolsando 1,3 bilhão para a operação.

A compra pela China Water and Electric (CWE) da Chilquinta Energía, outra grande empresa de eletricidade, foi realizada por 2,23 bilhões de dólares, o que permitiu às empresas chinesas controlar 57% das operações elétricas em todo o país.

Um padrão generalizado

Essas compras "fazem parte de um padrão muito maior que se acelerou nos últimos anos", revelou Evan Ellis, acadêmico do Instituto de Estudos Estratégicos do US Army War College, em relatório publicado na Jamestown Foundation, no qual ele aborda as estratégias de Pequim para dominar o mercado de eletricidade em toda a região da América Latina.

"As empresas sediadas na República Popular da China (RPC) expandiram seu controle sobre a geração, transmissão e distribuição de energia na América Latina por meio de aquisições e construção de infraestrutura", declarou Ellis em seu relatório.

O documento faz uma análise detalhada dos investimentos feitos pelo governo chinês em planos de energia, que incluem uma "ampla gama de projetos hidrelétricos, eólicos, solares e nucleares na região".

Ellis destaca o desenvolvimento de sete projetos hidrelétricos no Equador, três na Bolívia, dois na Argentina, cinco no Chile, dois no Peru, um na Colômbia e já se tentou realizar dois projetos em Honduras.

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