Policiais são presos por corrupção

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15 de setembro de 2014

Rio de Janeiro

Uma operação do Ministério Público e da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro efetuou a prisão de vinte e dois policiais neste segunda-feira, incluindo um ex-comandante de batalhão, que ultimamente era o chefe do Comando de Operações Especiais, o COE. Um batalhão da Polícia Militar na Zona Oeste de Bangu possui diversos policiais suspeitos de receber propinas para permitir atividades ilegais, como transporte clandestino e venda de produtos piratas. O valor das propinas era de R$ 30 a R$ 2,6 mil e a arrecadação era feita por mês, semana e até diariamente.

A quadrilha era formada por outros cinco oficiais da Polícia Militar. Todos trabalharam no Batalhão de Bangu, em cargos de chefia, como subcomandante, chefes do serviço de inteligência e da coordenação operacional do batalhão. Havia também dezoito suboficiais da PM e um mototaxista, responsável por fazer a coleta do dinheiro. Eles faziam parte de uma associação criminosa armada que usava aparato militar como armas de fogo, viaturas oficiais e até as carteiras funcionais para praticar extorsões, inclusive em dias de folga.

A principal parte dos lucros era repassada aos oficiais que controlavam o batalhão e os valores das propinas subiam no fim do ano, perto das festas de Natal e Ano Novo. Segundo promotores, quem pagava à quadrilha ganhava um "salvo conduto" para circular e comercializar no bairro, sem ser incomodado pelos policiais do batalhão. A prisão dessa organização criminosa é uma continuação de uma operação de 2013, que prendeu 50 policiais militares e policiais civis. Eles foram acusados de fazerem parte do esquema de propina comandado no Batalhão de Bangu nessa época.

"Não há uma vacina contra a corrupção. Nós temos que fazer e vamos continuar fazendo, em caráter exemplar, e fazer que essa incidência diminua", diz o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.


Fontes[editar]

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