Polícia diz ter desactivado esconderijo com armas em antiga base da Renamo

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Agência VOA

1 de setembro de 2016

A polícia moçambicana em Manica desativou, na quarta-feira, 31, um esconderijo com 11 minas de morteiro de 82 milimetros e uma arma de tipo mauser com cinco munições em bom estado, numa antiga base da Renamo na zona de Mucuti Um, Moha, distrito de Sussundenga.

A revelação foi feita nesta quinta-feira, 31, por Elsidia Filipe, porta-voz da Polícia de Manica.

O esconderijo foi descoberto a 50 quilómetros da sede distrital de Sussundenga, numa montanha, num antigo aquartelamento da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), onde foram reportados novas movimentações militares recentemente.

“O comando distrital da Polícia fez um trabalho que permitiu a identificação e investigação deste esconderijo, este material foi encontrado numa montanha cujo acesso é extremamente difícil e o material não estava enterrado”, explicou Elsidia Filipe, lançando suspeitas a oposição Renamo.

“Já temos pistas em relação aos autores desta acção, até porque neste ponto onde foi encontrado (o material) foi base da Renamo no último conflito militar, mas ainda não podemos afirmar de forma categórica que foram eles a esconder o material”, explicou Elsidia Filipe.

A Polícia disse que ninguém foi detido em conexão com o caso, continuando a investigação, pois no estado de conservação em que foi encontrado o material era considerado um “potencial risco” para as comunidades circunvizinhas.

O material bélico, que hoje foi apresentado à imprensa na sede distrital de Sussundenga, foi recolhido e depositado “num local apropriado”, estando a investigação a incidir contra as suspeitas que recaem a Renamo, que se confronta nos ultimos tempos com as forças de defesa e segurança.

A instabilidade militar tem marcado nos últimos meses a região centro de Moçambique, com relatos de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, além de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

A VOA contactou o porta-voz da Renamo, António Muchanga, que se encontra em Inhambane, que prometeu reagir posteriormente.

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