Partidos islâmicos recebem mais de 65% de votos na primeira rodada eleitoral para o Legislativo do Egito

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Agência Brasil

Mais de 1 milhão de pessoas estiveram na Praça Tahrir exigindo a renúncia do regime e de Mubarak em 8 de fevereiro de 2011.

4 de dezembro de 2011

Brasília — Os partidos islâmicos alcançaram mais de 65% dos votos na primeira rodada das eleições legislativas no Egito, segundo números divulgados hoje (4) pelo secretário-geral da Comissão Eleitoral, Youssri Abdel Karim. A primeira rodada eleitoral abrangeu um terço das províncias egípcias e as duas principais cidades, Cairo e Alexandria.

O Partido da Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da influente Irmandade Muçulmana, conseguiu 36,62% (com 3,5 milhões de votos); os salafistas do Al Nour, islamitas radicais, 24,36% (2,3 milhões), e o Wassat, formado por islamitas moderados, 4,27% (cerca de 416 mil votos).

O Bloco Egípcio, uma coligação liberal, obteve 13,35% (1,2 milhões de votos) e foi considerado o grande derrotado nesta primeira rodada. De acordo com o presidente do Alto Comissariado Eleitoral do Egito, Ibrahim Abdel Moez, 62% dos eleitores aptos a votar participaram desta primeira rodada.

"A participação de 62% é a maior na história do Egito", comemorou Moez. Foram as primeiras eleições legislativas após a queda do regime do presidente Hosni Mubarak. Se esta tendência for mantida nas próximas etapas das eleições, a Irmandade Muçulmana se tornará a primeira força política no Egito, depois de ter sido proibida durante o governo Mubarak, que durou três décadas.

No Egito, o processo eleitoral é feito por etapas e regionalmente. Em 11 de janeiro de 2012, as eleições ocorrerão no restante do país. Em março, as eleições serão para as 180 cadeiras da Shura (o Conselho Político).

Mais de 10 mil candidatos disputam as eleições parlamentares para as 444 cadeiras da Assembleia Nacional no Egito que ocorrem em três zonas eleitorais distintas em nove províncias. Dois terços dos parlamentares são escolhidos por um sistema proporcional com base de uma lista partidária. O terço restante será composto pelos candidatos mais votados, em um sistema de maioria absoluta.

Na segunda rodada das eleições, que começa amanhã (5), os movimentos islamitas vão tentar melhorar os resultados para confirmar o seu domínio no Parlamento. No entanto, está prevista uma disputa entre os candidatos da Irmandade Muçulmana e os da Al Nour nos lugares que são escolhidos em escrutínio uninominal.

Segundo analistas, a principal surpresa da primeira rodada das eleições foi o segundo lugar alcançado pelos salafistas, logo atrás do partido originário da Irmandade Muçulmana, considerada a força mais organizada do país.

Candidatos pela primeira vez às eleições egípcias, os salafistas representam uma corrente do islamismo sunita que defende uma interpretação estrita e literal do Corão [livro sagrado dos muçulmanos] e a aplicação integral da Charia, a lei islâmica.

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