Partidos de oposição se retiram das eleições legislativas na Venezuela

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O Presidente da Venezuela Hugo Chávez. Foto: Victor Soares/ABr.

4 de dezembro de 2005

Os principais partidos de oposição venezuelanos (Acción Democrática, Copei, Proyecto Venezuela e Primero Justicia) anunciaram que não participarão nas eleições legislativas programadas para este domingo, 4 de dezembro na Venezuela. "Falta de garantias" é o motivo alegado.

Segundo Henry Ramos, secretário geral da Acción Democrática, as máquinas de votação conhecidas como "captahuellas" —que registram as impressões digitais dos votantes— possibilita aos órgãos eleitorais do governo saber qual foi a escolha do eleitor. Além disso, Ramos declarou que para os partidos da oposição e observadores não é livre o acesso ao software que registra os votos e outros dados da eleição.

O Presidente Hugo Chávez reagiu dizendo que a atitude da oposição "tem a ver com um plano daqueles que querem evitar que este exitoso projeto transformador, unificador, tenha sucesso. É uma tentativa de sabotagem política. É uma tentativa de alterar a boa marcha política, social, econômica e não vão conseguir".

Mais radical foi o Vice-presidente José Vicente Rangel: "A Acción Democrática se retirou das eleições? Muito bem, que eles vão ao caralho". Ele ainda disse que a Acción Democrática carece de apoio eleitoral: "Por último, o problema é de votos. Eles sabem que serão derrotados porque eles também vêem as pesquisas, porque as pesquisas dizem que se eles participarem vão ter uma pobre representação. Por outro lado, os que querem participar sabem que tem mais chance".

Apesar de outros partidos da oposição como o Movimiento al Socialismo terem dito que participarão das eleições, o processo eleitoral está sendo visto com desconfiança. Domingo, os canais de televisão poderão mostrar se as pessoas resolveram ir ou não votar.

Na sexta-feira pela noite, Chávez se dirigiu à nação. Em seu discurso acusou grupos radicais da oposição de gerar "violência" antes das eleições.

Em Fuerte Tiuna, uma guarnição de Caracas, dois explosivos fabricados de forma caseira explodiram sem causar vítimas, apesar de provocarem danos materiais. Mesmo sem provas sobre a autoria do atentado, Chávez atacou os EUA: "se o império resolver invadir, responderemos com contundência". Em seguida ordenou à Força Armada Nacional permanecer em alerta e pronta a agir em caso de qualquer tipo de agressão ou tentativa dela.

Fontes