Pai de estudante morto na manifestação em Luanda acusa a polícia

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13 de novembro de 2020

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A família de Inocêncio Alberto de Matos, mais conhecido por Beto, morto na sequência de agressões durante as manifestações da quarta-feira, 11 de novembro, em Luanda, Angola, não tem dúvidas de que ele foi assassinado pela polícia.

O pai, Alfredo Miguel Matos, antigo combatente das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), braço armado do MPLA na luta pela independência, diz que o filho não foi morto a tiros, mas sim pela tortura da Polícia Nacional (PN) e exige justiça.

“Pelo que vimos, ele foi assassinado pela polícia, o meu filho não foi baleado, mas vê-se que foi torturado pela polícia”, afirma o pai do jovem de 26 anos de idade, estudante do 3° ano de Ciências da Computação, na Universidade Agostinho Neto.

O pai, que se encontra no desemprego, realça que a manifestação não é um crime e por isso não vê razões para o assassinato do filho.

“A manifestação é um direito adquirido e por isso não vejo qualquer motivo para que o meu filho fosse assassinado dessa forma”, sublinha Alfredo Miguel Matos, acrescentando que a família já pediu a autópsia para saber as razões da morte de Inocêncio Alberto de Matos.

A família promete formalizar queixa-crime contra as autoridades policiais e prevê realizar o funeral na próxima segunda-feira, 16 de novembro.

Fontes

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