PSDB deve protocolar hoje representação no Conselho de Ética contra Sarney

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Agência Brasil

27 de julho de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil


O PSDB protocola na tarde de hoje (27) uma representação no Conselho de Ética para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), seja investigado por quebra de decoro parlamentar. O texto da representação já está pronto e, segundo os advogados do partido, aguarda apenas o aval da diretoria. O documento engloba quatro denúncias já apresentadas ao conselho pelo líder do PSDB, Arthur Vírgilio Neto (AM).

Entre elas, estão as gravações de conversas telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização judicial, durante investigações que envolveram o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, por suposto envolvimento em desvio de recursos públicos. Numa das gravações, divulgadas pela imprensa, está uma conversa entre Fernando e José Sarney, na qual o tema é a contratação para o Senado do namorado de uma das netas do presidente.

O rapaz foi contratado por um dos mais de 500 atos secretos identificados pela Diretoria-Geral do Senado. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmou que a iniciativa do partido respalda as ações do líder tucano no Senado. “Não tem como o partido deixar de acompanhar a posição já adotada pelo líder.”

Partidos como PR e PDT devem reunir suas bancadas ainda nesta semana para discutir a situação política de Sarney e a postura que adotarão na volta aos trabalhos legislativos na semana que vem. O líder do PDT, Osmar Dias (PR), defende que o partido mantenha a posição de afastamento do presidente do Senado.

Na semana passada, o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), divulgou nota à imprensa em que qualificou de grave o conteúdo da conversa entre José Sarney e seu filho. “É grave essa nova denúncia porque há indícios concretos da associação do presidente do Senado, José Sarney, em ato secreto de nomeação do namorado de sua neta”, afirmou Mercadante.

Ele acrescentou que o conselho terá que investigar com rigor a possibilidade de participação direta de Sarney na promulgação do ato secreto. O líder também defendeu uma investigação detalhada para apurar o vazamento de informações a respeito de um processo que corre em segredo de Justiça.

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