PGR arquiva inquérito sobre voos de prisioneiros em Portugal

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6 de junho de 2009

Portugal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou na quarta-feira, por falta de provas, o inquérito ao caso dos voos da CIA com prisioneiros de Guantánamo que supostamente terão passado por Portugal. Ana Gomes afirmou não estar surpreendida. Para a organização de direitos humanos britânica Reprieve, o arquivamento do processo faz qualquer sentido.

A eurodeputada Ana Gomes, um dos dois assistentes do processo, juntamente com Rui Costa Pinto, ex-jornalista da "Visão", reagiu "sem surpresa" a estas conclusões, "Tomei conhecimento do arquivamento do inquérito. Não fui notificada. Não me surpreende e espero ser notificada. Quando isso acontecer, terei acesso ao processo e logo verei, face ao que apurar, se tenho alguma sugestão a fazer à Justiça", disse na quarta-feira, em declarações ao jornal "Público".

Também já reagiu à decisão da PGR a organização de direitos humanos britânica Reprieve, a primeira a denunciar a suposta ilegalidade dos voos da CIA em Portugal considerando que "É muito triste porque não parece que o Governo tenha investigado a sério o que se passou e é evidente que são eles que realmente sabem", em declarações à TSF, acrescentou que "claramente que mais de 700 prisioneiros passaram por Portugal", pelo que "dizer que este caso chegou ao fim não faz qualquer sentido".

Histórico

O caso teve início em novembro de 2005, quando o jornal norte-americano «Washington Post» denunciou a existência de prisões secretas da CIA em vários pontos do Mundo para suspeitos de terrorismo, na sequência dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Posteiormente, com novas denúncias em 2006, por países europeus, incluindo Portugal, de voos da CIA com prisioneiros para Guantánamo foi alvo de inquérito no Parlamento Europeu, com a organização de direitos humanos britânica REPRIEVE a garantir que largas dezenas de voos com prisioneiros passaram por território português entre 2002 e 2006.

Fonte