PF investiga suposto vazamento de depoimento de Paulo Roberto Costa

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

8 de setembro de 2014

Brasil

A Superintendência da Polícia Federal no Paraná abriu um processo de apuração sobre o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a respeito de um suposto esquema de propina na Petrobras. As investigações relativas à Operação Lava Jato serão feitas em Curitiba e correrão protegidas por segredo de Justiça. O inquérito foi aberto sábado, dia 6 de setembro, logo após a publicação de uma reportagem denunciando o esquema.

Trata-se de uma matéria publicada na revista Veja sobre um acordo de delação premiada, em que Costa se comprometeu a colaborar com a polícia e apontar outros suspeitos em troca da uma redução na sua pena, caso venha a ser condenado. Paulo Roberto Costa revelou, em depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF), na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, que três governadores, seis senadores, um ministro e, pelo menos, 25 deputados federais foram beneficiados com as propinas.

A Petrobras informou à imprensa que fez um pedido de acesso às informações prestadas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, sobre o suposto esquema de propina que funcionava na estatal. E também afirmou que fez solicitação de esclarecimentos às empresas citadas nas notícias sobre a existência de contratos com empresas ligadas ao doleiro Alberto Youssef, que, segundo as investigações, era responsável pela lavagem de dinheiro distribuído a políticos.

Houve também reações políticas. A presidente Dilma Rousseff disse que pediu à PF e ao Ministério Público acesso aos depoimentos para saber se há integrantes do governo envolvidos e declarou que, se não for atendida, recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o presidente das duas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) que apuram denúncias sobre a Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encaminhou um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo acesso ao conteúdo dos depoimentos.

Fontes[editar]

Compartilhe essa notícia: Shared via Email Compartilhe via Facebook Tweet essa reportagem Compartilhe via Google+ Compartilhe via LinkedIn Compartilhe via Digg.com Compartilhe via Newsvine Compartilhe via Reddit.com Share on stumbleupon.com Compartilhe via Technorati