PF indicia ex-diretor de Recursos Humanos do Senado por formação de quadrilha

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Agência Brasil

10 de agosto de 2009

Brasília, Distrito Federal,Brasil


A Polícia Federal (PF) indiciou hoje (10) o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, acusado de liderar um esquema de desvio de dinheiro em operações de crédito consignado para servidores da Casa.

Denunciado pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema oficial e concussão (exigir para si ou para terceiros vantagens usando do cargo ou da função pública), o ex-diretor é o primeiro entre os acusados de envolvimento a ser indiciado.

Zoghbi é suspeito de ter criado empresas de fachada para intermediar os empréstimos a servidores do Senado, operação realizada apenas por companhias autorizadas por ele próprio. Uma dessas empresas era a Contact Assessoria de Crédito, que tinha o filho do ex-diretor, Marcelo Zoghbi, e sua ex-babá, Maria Izabel Gomes, de 83 anos, entre os sócios majoritários.

Em depoimento à Polícia Legislativa, em 5 de maio, Maria Izabel, que também aparece como sócia de mais duas empresas de crédito que operavam no Senado, disse ter assinado alguns documentos por solicitação de Marcelo, sem o conhecimento do ex-diretor de Recursos Humanos. Marcelo, por sua vez, garante que o pai não tinha conhecimento dos negócios de sua empresa no Senado, em 18 de maio.

A previsão da PF é de que o delegado Gustavo Buquer conclua o inquérito ainda este mês e o envie ao Ministério Público, que pode ou não oferecer denúncia contra o ex-diretor de recursos humanos. A assessoria da PF não revelou o teor do depoimento prestado por Zoghbi na manhã de hoje, informando apenas que ele teve a duração de três horas.

No Senado, Zoghbi já responde a três processos administrativos disciplinares, sendo um deles pelo crédito consignado. Outro, sobre os atos administrativos secretos, usados, entre outras coisas, para nomear ou exonerar parentes ou amigos de parlamentares, e mais um sobre o empréstimo irregular de um apartamento funcional para seu filho, denúncia que o levou a deixar o cargo, em março deste ano.

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