PCC volta a espalhar terror por São Paulo

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São Paulo, nova onda de crimes nesta quarta-feira.

7 de agosto de 2006

São Paulo

A organização criminosa conhecida como Primeiro Comando da Capital (PCC) desafia as autoridades e promove uma nova onda de ataques violentos contra alvos públicos no Estado de São Paulo. Prédios públicos e agências bancárias foram alvejados por tiros ou incendiados. Os ataques teriam começado na madrugada desta segunda-feira (7).

Por enquanto, não houve relatos de que alguém tenha se saído ferido. De acordo com o Estado de S. Paulo, ocorreram 25 ataques contra ônibus na região metropolitana de São Paulo até agora.

Foram ainda atacados os prédios do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda, além de duas bases da Guarda Civil e dois carros de polícia. Postos de gasolina e agências bancárias também foram alvo dos criminosos.

A entrada da sede do Ministério Público Estadual, que fica na rua Riachuelo, no centro de São Paulo, foi atacada com uma granada e um coquetel molotov. A explosão fez com que a fachada do prédio fosse destruída, além dos vidros das janelas dos prédios vizinhos.

Segundo a Folha de S. Paulo, outra bomba também causou estragos no prédio da Secretaria de Estado da Fazenda, localizado na avenida Rangel Pestana, ao lado do Poupatempo Sé.

Pelo menos cinco empresas de vans e microônibus da capital suspenderam a circulação de seus veículos na manhã de hoje. A Agência Terra informou que os representantes das lotações teriam recebido ameaças. Foram afetadas as zonas noroeste e leste da cidade de São Paulo, segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SPTrans).

Na região do ABC os marginais teriam colocado fogo em 10 ônibus: 7 em Mauá e outros três em Santo André. Na capital paulista a informação é que foram atacados pelo menos quatro ônibus. Há o relato de que no interior do estado, em Jundiaí, um ônibus também foi incendiado.

Uma granada explodiu no estacionamento do prédio da Divisão de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Deic), na zona norte da capital. Cinco carros de polícia pegaram fogo.

Um posto de gasolina na Rodovia dos Bandeirantes (km 60,5) foi incendiado.

Os bancos: Bradesco que fica na avenida do Cursino, na Vila Clementino; Itaú na avenida do Jabaquara, no Jabaquara; e outra agência do Bradesco, na avenida Comendador Santana, no Capão Redondo foram atacados. Uma agência bancária da rua São João da Boa Vista, em Americanópolis também foi atacada, além de outras agências bancárias espalhadas pela cidade, entre elas: uma agência do Unibanco na Vila Prudente que foi incendiada, e uma agência do Banco do Brasil na rua Maciel Monteiro, na Vila Santa Teresa.

Uma onda de violência que atingiu o Brasil em maio de 2006 foi atribuída ao Primeiro Comando da Capital. Integrantes da organização também foram apontados como autores de outra onda de ataques em julho.

Fontes