Oposição venezuelana pede libertação de autarca de Caracas e demissão de Maduro

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Nicolás Maduro em 2010.

Agência VOA

Presidente da Região Metropolitana de Caracas foi detido sem mandado de prisão pela secreta bolivariana.

20 de fevereiro de 2015

A oposição saiu hoje de manhã para manifestaram-se às ruas de Caracas, capital da Venezuela, para pedir a libertação do presidente da Câmara (também chamado de prefeito) da Região Metropolitana de Caracas, António Ledezma detido ontem (19) pelos serviços secretos bolivarianos, em meio a suspeita de que a prisão ocorreu sem qualquer mandado de busca e apreensão feita por dezenas de homens, inclusive a demissão do presidente do país, Nicolás Maduro. No acto, a oposição diz acreditar que haverá "muitas detenções nos próximos tempos devido às eleições parlamentares que devem acontecer este ano".

No entanto, a televisão estatal VTV apresentou outra versão da causa da prisão de Ledesma: ele e a María Corina Machado (que teve cargo de deputada federal cassada em 2014 por se opor politicamente o governo) tinham elaborado um plano para assassinar Leopoldo López, o líder da oposição detido há um ano.

Também na mesma televisão estatal em uma mensagem à nação, o Presidente Nicolás Maduro citou um documento assinado por Ledezma, pelo também líder opositor López e por María Machado denominado "Acordo Nacional para a Transição", como causa da prisão do autarca por cerca de 80 agentes dos serviços secretos. O Presidente da Venezuela acusou também os Estados Unidos de estarem por trás do suposto plano de golpe de Estado, mas a porta-voz do Departamento de Estado, aqui em Washington.

A jornalista Elianah Jorge disse à VOA, a partir de Caracas, que, segundo um deputado da oposição, Ledesma "questionou o facto de não haver um mandado de prisão e foi então espancado pelos agentes que atiraram para o ar para dispersar as pessoas". De acordo com Jorge, frente à enorme crise na Venezuela, os opositores afirmaram que o Governo tenta ofuscar a realidade.

Reações[editar]

A apresentação da acusação de que António Ledezma e a María Corina Machado tinham elaborado plano para assassinar Leopoldo López, pela televisão estatal VTV acusada de omitir problemas internos do país e ser tendenciosa, foi refutado imediatamente pela oposição.

O porta-voz porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki reagiu horas depois, ao dizer que as declarações de Nicolás Maduro de que seu país de está por trás do plano de golpe de Estado, "não têm qualquer base e que são falsas". A Human Rights Watch exigiu hoje a libertação de Antonio Ledezma. "Sem provas da prática de um delito, o autarca nunca devia ter sido detido e deveria ser imediatamente libertado. Caso tal não suceda, estaremos perante um novo caso de detenção arbitrária contra opositores, num país onde não há independência judicial", afirmou o director da Human Rights Watch para as Américas, José Miguel Vivanco.

Crise[editar]

A prisão do prefeito de Caracas acontece em meio à mais grave crise econômica e política, aliada às péssimas condições da população (saúde, educação, transporte, segurança, entre outros), inclusive às acusações de Nicolás Maduro de governar como ditador, ao reprimir qualquer manifestação de oposição e dissidência do próprio governo.

Fonte[editar]

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