Obama defende reforço da cibersegurança nos EUA após recentes ataques

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14 de janeiro de 2015

Estados Unidos

O ataque informático feito na segunda-feira (12) contra o Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos (EUA) mostrou a necessidade de “reforçar” a cibersegurança no país, disse (terça-feira, 13) o presidente norte-americano, Barack Obama. A conta do Centcom na rede social Twitter foi suspensa após ter sido alvo de ataque de um grupo de hackers supostamente ligado ao Estado Islâmico (EI). O Centcom é responsável pelo Oriente Médio e pela Ásia e também teve a conta no YouTube invadida pelo mesmo grupo.

“Os ataques contra a Sony [no final de novembro] e o ataque de pirataria informática de ontem [segunda-feira] contra a conta do Twitter [do Centcom] por jihadistas demonstraram o trabalho que ainda precisa ser feito – no setor privado e no público – para reforçar a nossa cibersegurança”, disse Obama, no início de um encontro na Casa Branca com os líderes do Congresso, atualmente dominado pelo Partido Republicano, após as eleições de novembro.

O presidente afirmou acreditar que será possível alcançar um acordo com os republicanos sobre esta matéria. “Estamos de acordo sobre o fato de que esta é uma questão sobre a qual podemos trabalhar em conjunto para alcançarmos leis”, disse Obama, sentado entre o presidente republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner, e o novo líder da maioria do Senado, o também republicano Mitch McConnell. Este foi o primeiro encontro entre Barack Obama e os líderes do Congresso.

A Casa Branca revelou uma nova proposta que visa, entre outros aspectos, a aumentar o compartilhamento de informações sobre incidentes e ameaças informáticas no setor privado com as autoridades norte-americanas, garantindo a proteção das empresas que partilhem informações privadas com o governo federal.

A proposta também prevê a penalização dos culpados pela venda de dados financeiros roubados (números de cartões de crédito ou de contas bancárias), bem como estabelece a obrigação de as empresas informarem os respectivos clientes em caso de pirataria. O projeto de lei “melhora a colaboração e a partilha de informações no âmbito do setor privado”, explicou ainda a Casa Branca, em comunicado.

Os estúdios de cinema Sony Pictures foram alvo de ataques de pirataria informática no fim de novembro, incidente que Washington atribuiu ao governo da Coreia do Norte. Este caso esteve relacionado com o filme A Entrevista (The Interview, no título original), comédia que conta a história de dois jornalistas recrutados pela CIA para assassinarem o líder da Coreia do Norte.

Fontes

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