ONU pede libertação de opositores detidos "arbitrariamente" na Venezuela

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20 de outubro de 2014

ONU

O Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos expressou hoje (20) preocupação com a detenção de opositores pelo governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante os protestos nas ruas do país a partir de fevereiro de 2014. O alto-comissário da organização, Zeid Ra’ad Al Hussein, chamou as prisões de arbitrárias e pediu a liberação imediata do político opositor Leopoldo López e de cerca de 70 pessoas presas durante as manifestações.

Nicolás Maduro

“A prolongada e arbitrária detenção de opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando cada vez mais inquietude em nível internacional”, disse Hussein, acrescentando que “esta situação apenas exacerba a tensão no país”. O Alto Comissariado para os Direitos Humanos recebeu a informação de que mais de 3.300 pessoas foram detidas por curtos períodos entre fevereiro e junho por participação em manifestações por todo o país, inclusive adolescentes. Pelo menos 43 pessoas morreram durante os protestos, entres elas, um fiscal e nove membros das forças de segurança venezuelanas.

O político Leopoldo López liderou o início dos protestos. Ele foi preso, entre outras acusações, por terrorismo e homicídio. Hussein pediu hoje para que as autoridades venezuelanas atuem de acordo com as posições do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias e liberem imediatamente López , Daniel Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal, e “todos aqueles detidos por exercer seu legítimo direito de se expressar e protestar pacificamente”.

Hussein, que recebeu na semana passada a esposa de López, Lilian Trintori, para discutir a situação dos detidos e suas famílias, disse que seu escritório recebeu reiteradas denúncias de ataques e intimidação dirigidos aos que trabalham na defesa dos direitos humanos na Venezuela. Ele ressaltou que “está extremamente preocupado pela situação atual” e que continuará observando tudo “cuidadosamente”.

Fontes[editar]

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