ONU: Pelo menos 1.480 civis morreram desde o início da invasão russa da Ucrânia

5 de abril de 2022

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Na segunda-feira, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, falando em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, deu os dados mais recentes sobre vítimas civis na Ucrânia.

Segundo Dicarlo, de 24 de fevereiro a 5 de abril, pelo menos 1.480 civis foram mortos na Ucrânia e 2.195 ficaram feridos.

Ela observou que pelo menos 121 crianças estavam entre os mortos.

Os números reais podem ser muito maiores, destacou DiCarlo.

Ela afirmou que a Rússia continua a usar armas explosivas de amplo alcance em áreas residenciais, o que leva à morte da população e à destruição maciça de infraestrutura civil, incluindo escolas, hospitais, estações de água e sistemas de abastecimento de eletricidade.

A ONU tem “evidências críveis” de que as tropas russas usaram munições em áreas densamente povoadas em pelo menos 24 ocasiões.

Segundo Rosemary DiCarlo, a ONU está extremamente preocupada com relatos de prisões arbitrárias e desaparecimentos forçados de pessoas que se opõem à invasão russa.

Assim, o Escritório de Direitos Humanos da ONU documentou o possível desaparecimento forçado de 22 jornalistas e ativistas nas regiões de Kiev, Kherson, Luhansk e Zaporozhye. Em áreas tomadas sob o controle das forças russas, 24 representantes de autoridades locais foram detidos, 13 deles foram liberados posteriormente.

DiCarlo também afirmou que sete jornalistas foram mortos desde o início das hostilidades. 15 jornalistas foram atacados e nove ficaram feridos.

Vice-secretária-geral das Nações Unidas destacou relatos de violência sexual por parte dos militares russos, incluindo relatos de estupros coletivos e estupros na frente de crianças.

“A Missão de Monitoramento da ONU na Ucrânia continua a fazer esforços para verificar esses relatórios”, disse Rosemary DiCarlo. Ela também observou que a ONU está “preocupada com imagens de vídeo perturbadoras mostrando casos de abuso de prisioneiros de guerra”, tais evidências vêm de ambos os lados.

A ONU pede uma investigação sobre “todos os relatos credíveis de violações do direito internacional e do direito internacional humanitário” provenientes de territórios recentemente abandonados pelos militares russos.

Fontes