Nyusi diz que justiça não pode atrasar desenvolvimento de Moçambique

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Filipe Nyusi em 2018.

Agência VOA

Presidente moçambicano diz não ententer libertação, por falta de provas, de acusados no envolvimento nos ataques em Cabo Delgado

5 de novembro de 2018

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, diz que o sector da administração da justiça deve empenhar-se, de forma objectiva, no esclarecimento dos ataques armados na província de Cabo Delgado e na responsabilização dos seus autores, sublinhando que os mesmos estão a atrasar o desenvolvimento do país.

Nyusi aproveitou a celebração do Dia da Legalidade em Moçambique, assinalado nesta segunda-feira, 5 de Novembro, para lançar um vigoroso apelo aos titulares dos órgãos de administração da justiça, no sentido de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que a justiça esteja mais próxima das pessoas afectadas pelos ataques armados em alguns distritos do norte daquela província.

"Os ataques em Cabo Delgado são também um problema que deve ser equacionado pela administração da justiça, para levar a justiça mais próxima das vítimas desses ataques", realçou o estadista, recordando que o primeiro ataque foi realizado por jovens em Outubro de 2017.

Nyusi lamentou que esses jovens tenham sido postos em liberdade por falta de provas sobre o seu envolvimento nos ataques e sublinhou que "precisamos de aprofundar as investigações, porque não acredito que haja pessoas capturadas pelo simples prazer de prender".

O Presidente moçambicano falava no tradicional encontro de saudação dos titulares dos órgãos da administração da Justiça, por ocasião do Dia da Legalidade.

Refira-se que se iniciou, recentemente, na cidade de Pemba, o julgamento de cerca de 200 pessoas, entre moçambicanos e tanzanianos, acusados de envolvimento nesses ataques.

Pelo menos 90 pessoas foram mortas e centenas de habitações foram incendiadas pelos atacantes, nos distritos de Mocímboa da Praia, Macomia e Palma.

Fontes

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