Novo imposto sobre pagamentos com dólares na Venezuela é uma “contradição”, dizem analistas

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.

16 de fevereiro de 2022

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Um novo imposto sobre pagamentos em moeda estrangeira na Venezuela é uma "contradição" para um país que espera elevar o nível de sua economia este ano pela primeira vez desde 2013 e que está apenas dando os primeiros passos de um prolongado ciclo hiperinflacionário, dizem especialistas.

O Parlamento, dominado por forças políticas leais ao presidente Nicolás Maduro, aprovou há duas semanas uma reforma da lei tributária sobre grandes transações financeiras. O tributo significará pagar entre 2,5% e 20% do valor total das transações com moedas e criptomoedas a partir de 1 de março.

O partido no poder quer que o Estado receba dólares dos "ricos e dos grandes comerciantes" da Venezuela, segundo Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e um dos homens de confiança de Maduro.

Embora a norma não tenha sido publicada no Diário Oficial da União, ou seja, que Maduro não a promulgou, os economistas destacam seu prejuízo contra uma população que buscou refúgio de fato no uso de moeda estrangeira, especialmente dólares.

“É uma contradição total. Um imposto de tal magnitude come a utilidade (do setor privado). Lançar uma lei tributária dessa natureza é um desincentivo à produção”, diz o consultor financeiro, presidente da empresa Venecapital e diretor da corretora Rendivalores, Oscar Doval.

O setor privado de consumo de massa na Venezuela, como supermercados ou farmácias, tem margens de lucro líquidas próximas a 12%, portanto, cobrar outro imposto entre 2,5% e 20% pode arruiná-los, acredita.

“Se eles cobram 20%, você está quebrado. Longe de incentivar a produção, muitos empresários vão se sentar", disse ele.

Para o Estado, o imposto significará "cobrar de quem mais tem", fortalecerá o bolívar e melhorará o investimento social, como disse Maduro dias atrás.

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