Nova denúncia sobre Recursos Federais da Petrobras que não chegaram à Fundação José Sarney

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Agência Brasil

11 de julho de 2009

Um dia depois que o jornal O Estado de S. Paulo denunciar que recursos públicos repassados pela Petrobras à Fundação Sarney, localizado na cidade de São Luís, por meio da Lei Rouanet, teriam sido desviados para firmas fantasmas e empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o jornal Folha de S. Paulo reforçou novos detalhes desse caso.

O jornal diz que quem desviou os recursos foi o diretor da Fundação José Sarney, Raimundo Quintiliano e que Sarney pressionou à Justiça em 2005, quando a Fundação José Sarney foi embargada, para que devolvesse o local.

A fundação é uma entidade privada criada para preservar a memória do senador maranhense, reunindo e expondo ao público, em São Luís (MA), material do período em que ele ocupou a Presidência da República e reproduções de sua obra literária.

A fundação foi criada para preservar a memória de José Sarney, reunindo em um museu instalado em um prédio histórico - um convento construído durante o século 17 – de São Luís, capital do Maranhão, acervo do período em que o senador foi presidente da República, além de sua obra literária.

Reações

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou à Procuradoria-Geral da República pedido para que o diretor da Fundação José Sarney, Raimundo Quintiliano, seja investigado por suspeita de desvio de recursos. O senador pede ainda a abertura de inquérito policial sobre o caso.

Arthur Virgílio também protocolou pedido de investigação sobre a denúncia no Conselho de Ética da Casa. No pedido, o tucano cita o senador Sarney e pede que ele seja investigado por quebra de decoro parlamentar.

“A investigação que será feita vai examinar uma porção de fatos. Vamos ver se os fatos se restringem ao passado ou não”, disse. “De qualquer maneira, entendo que é um dever apresentar ao Conselho de Ética a denúncia dos jornais.”

O líder do PSDB informou que o grupo de parlamentares que defende o afastamento de Sarney da presidência do Senado vai encaminhar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União (TCU), na próxima terça-feira (14), pedido de investigação geral dos atos administrativos do Senado, mesmo aqueles que já foram alvo de denúncia.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que também integra o grupo, disse que, além do MP e do TCU, os senadores buscarão apoio de personalidades nacionais e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). “Queremos que grandes personalidades nacionais apoiem a iniciativa da representação ao Ministério Público”, afirmou.

A base aliada tenta desvincular a figura do presidente da Casa dos recursos repassados pela Petrobras à Fundação Sarney e descarta qualquer possibilidade de o caso ser investigado na CPI, como afirmou o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR).

Arthur Virgílio disse, no entanto, que “se o fio do novelo” levar ao envolvimento do presidente do Senado nas investigações, ele deverá prestar esclarecimento sobre o assunto na CPI.

“Quero coisas concretas e consistentes. A investigação se dará, sem dúvida. Mas, se a convocação do presidente Sarney será necessária e viável, é outro caso”, afirmou. "É coisa tão grave que não gostaria de cogitar. Mas, se tiver de ser, vai ser”, completou.

O tucano também afirmou que é contra a espetacularização das investigações a serem feitas pela CPI da Petrobras.

Fontes


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