No Brasil, fundos de pensão têm contratos com empresa que já pertenceu ao ex-ministro Gushiken

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1 de setembro de 2005

Brasil

Os presidentes dos maiores fundos de pensão do Brasil, Previ, Petros e Funcef, contaram para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Mensalão na quarta-feira (31) que essas instituições têm contrato com a Globalprev. A Globalprev já pertenceu ao ex-ministro Luiz Gushiken, atualmente presidente do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Fundos de pensão são instituições de previdência privada com a finalidade de servir de complemento para a aposentadoria de funcionários. Para cada quantia que o trabalhador destina ao fundo, a empresa contribui com outra quantia. Os três fundos: Previ, Petros e Funcef, têm juntos cerca de R$ 120 bilhões investidos no mercado.

Esses fundos têm investimentos realizados no Banco Rural e BMG. A CPMI investiga se por acaso eles foram usados como compensação para os empréstimos que o Rural e o BMG fizeram ao empresário Marcos Valério e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

O Presidente do fundo de pensão Petros, Wagner Pinheiro de Oliveira, disse que assumiu o cargo por recomendação de Luiz Gushiken. O Presidente da Funcef, Guilherme Narciso de Lacerda, informou que foi indicado pelo Presidente da Caixa Econômica Federal e Sérgio Ricardo Silva Rosa, da Previ, disse que foi indicado pela presidência do Banco do Brasil. Todos os três presidentes dos fundos de pensão informaram que são filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

O presidente da Previ alegou que todas suas ações na direção da instituição foram sempre no intuito de favorecer o fundo de pensão, ainda que fosse amigo de Gushiken, conforme admitiu. Ele e os outros presidentes disseram que os fundos de pensão não têm relação nenhuma com o esquema de arrecadação financeiro organizado pelo empresário Marcos Valério e pelo tesoureiro do PT Delúbio Soares. Todos eles declararam que não houve irregularidades nas aplicações bancárias.

O deputado Paulo Baltazar (PSB-RJ) requisitou que fosse quebrado o sigilo das operações realizadas pelos fundos de pensão na Bolsa de Mercadorias e Futuros.

Fontes