Na China, Lula diz que atraso na reforma do Conselho de Segurança enfraquece a ONU

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Agência Brasil

19 de março de 2009

Pequim China

Na solenidade de inauguração do Centro de Estudos Brasileiros da Academia de Ciências Sociais da China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a democratização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele disse que o atraso na reforma enfraquece a ONU.

O Brasil quer ser membro permanente do conselho, mas a reforma foi vetada pela China, que rejeita a inclusão do Japão. A China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ao lado dos Estados Unidos, da Rússia, França e Reino Unido.

Lula também participou de um seminário sobre oportunidades de negócios que reuniu 110 empresários brasileiros e 150 chineses. No discurso, o presidente destacou que o comércio entre Brasil e China cresceu, em média, mais de 40% ao ano desde o início da década.

“Está cada mais claro o potencial de expansão dos investimentos entre os dois países. Nossos governos têm trabalhado intensamente para fortalecer nossa parceria. Mas é necessária uma participação mais ativa dos meios empresariais”, defendeu.

Lula lembrou que a China, “a despeito da recessão que se abateu sobre o mundo”, passou a ser em 2009 o maior parceiro comercial brasileiro.

“As exportações brasileiras estão concentradas em soja, minério de ferro e celulose. Queremos incrementar essas exportações, mas diversificá-las. Temos que agregar valor a esses produtos. Governos devem remover barreiras e empresários, exercer criatividade”, disse Lula no seminário.

Hoje (19), o presidente também teve uma reunião de trabalho com o vice-primeiro-ministro Wen Jiabao e foi recebido no Grande Palácio do Povo pelo presidente chinês Hu Jintao para assinatura de acordos.

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