Muçulmanos iniciam Ramadã em meio à crise de Covid-19

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24 de abril de 2020

Muçulmanos na Mesquita Azul, em Istambul, Turquia.

Os muçulmanos iniciaram hoje o seu mês do Ramadã, que este ano vai até o dia 23 de maio. No entanto, diversos governos de países islâmicos estabeleceram regras para impedir a aglomerações de pessoas como precaução para evitar a contaminação pelo vírus causador da Covid-19, que até a data de hoje já causou a morte de quase 200 mil pessoas em todo mundo, segundo os últimos dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins no início desta tarde.

Na Árabia Saudita, por exemplo, o rei Abdul Aziz Al-Asheikh determinou que as orações sejam feitas em casa e não em mesquitas. A mesma ação foi adotada em Omã e no Kuwait. O Ministério dos Assuntos Islâmicos do Kuwait explicou "que preservar o eu, a vida, é uma das obrigações impostas aos muçulmanos e que se expor à pandemia é a uma ameaça a isto". Em outros países, como na Bélgica, sermões serão transmitidos ao vivo através de videoconferências.

Tradicionalmente, durante o Ramadã, além de observar o jejum do nascer ao pôr-do-sol, os fiéis são incentivados a frequentar mais assiduamente as mesquitas para fazer suas orações.

Fontes

Ramadan unites Muslims worldwide amid coronavirus-enforced physical separation, Arab News, 24 de abril de 2020. Ramadão na Bélgica adapta-se ao distanciamento social, Euronews, 23 de abril de 2020.


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