Morre aos 85 anos, o alemão Karl Lagerfeld, famoso estilista da Chanel

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Karl Lagerfeld em 2014.

Agência VOA

19 de fevereiro de 2019

Morreu aos 85 anos de idade, Karl Lagerfeld, uns dos famosos estilistas do Século XX e diretor artístico da Chanel, em Paris (capital da França). Karl Otto Lagerfeld, seu nome completo, era alemão de nascença, mas adquiriu cidadania francesa há décadas, onde morou na capital francesa até sua morte. Além de diretor criativo da Chanel e da casa de moda italiana Fendi, Lagerfeld dirigia a sua própria marca Karl Lagerfeld.

"Eu sou como uma caricatura de mim próprio e gosto disso", descreveu-se o criativo e polêmico Lagerfeld e que quase sempre se apresentava de óculos escuros e luvas. O seu apelido era Lagerfeldt (com um T), mas mais tarde ele mudou para Lagerfeld, que como ele dizia "soa mais comercial".

Karl Lagerfeld nasceu em Hamburgo (na Alemanha) a 10 de setembro de 1933, mas sua data de nascimento é polêmica. Entrevistado por uma televisão francesa, em fevereiro de 2009, Lagerfeld disse que "nasceu 1933 e não em 1938". Depois, em abril de 2013 disse ter nascido em 1935. As incoerências entre as datas levou a imprensa alemã a procurar pelo registo de nascimento. O ​registo de baptismo em Hamburgo deu-o como nascido em 1933.

Em 1964, Lagerfeld começava a sua carreira na moda, como freelancer na casa de moda francesa Chloé. Em 1970, iniciou uma colaboração para a Curiel. Anos depois surgiu a Fendi, onde entrou com um projeto. Na mesma época, também trabalhou como figurinista para produções teatrais. Foi em 1983 que se tornou diretor artístico da Chanel, graças às suas coleções de alta costura, prêt-à-porter e acessórios.

Polêmicas

Além do seu talento na moda, Karl também era conhecido pelo seu humor ácido, além de fazer comentários políticos, citando desde a cantora Adele a política alemã Angela Merkel.

Em 2012, por exemplo, ao falar sobre a cantora Adele, ele disse: “Ela é um pouco gorda demais, mas tem um lindo rosto e uma voz divina”. No ano passado deu uma entrevista à revista francesa Le Point onde admitia renunciar à cidadania alemã, afirmando "odiar" a chanceler alemã por abrir o caminho para o ressurgimento do neonazismo com a sua controversa política de imigrantes em 2015.

Karl Lagerfeld referia-se na época, em meio as guerras no Iraque e na Síria, além de problemas políticos e sociais na África e Ásia, a chanceler alemã Merkel anunciou abertura da fronteira alemã para abrigar os refugiados, seguido outros líderes europeus. Além de dividir opiniões dos europeus, o anúncio provocou nos meses e anos seguintes, a imigração descontrolada dos africanos e asiáticos (principalmente de árabes e negros) ao continente europeu devido problemas internos (guerras, políticos e sociais), fez aumentar terrorismo e a violência (protagonizado pelo Estado Islâmico e os imigrantes), como também aumento da xenofobia na Europa, além de implicações sociais e políticas dos eleitores em anos recentes.

Os eleitores europeus repudiaram nas eleições recentes a política de acolhimento dos refugiados e imigrantes feita por políticos que que o apoiam. Isto provocou declínio de partidos políticos tradicionais (seja a direita, a esquerda, o centro e os socialistas) que dominaram na Europa há décadas (que ainda sofriam os efeitos eleitorais a partir da crise internacional de 2008), com o surgimento dos partidos e os políticos anti-establishment (contrários a ordem estabelecida há décadas que provou ser insustentável) e o populismo de direita e esquerda, além do ressurgimento do nacionalismo, como também crescente hostilidade à imprensa que o classificam de "fake news".

Fontes

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