Morales deseja sociedade com a Petrobras

Origem: Wikinotícias, a fonte de notícias livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
O Presidente Lula recebe o Presidente eleito da Bolivia, Evo Morales, no Palácio do Planalto. Foto: Domingos Tadeu/PR.
Morales numa coletiva de imprensa logo depois de seu encontro com Lula no Palacio do Itamaraty. Foto: Valter Campanato/ABr.

13 de janeiro de 2006

Brasil

Na última parada de sua viagem internacional antes da posse como presidente dos bolivianos no próximo dia 22 de janeiro, Evo Morales se reuniu em Brasília com o mandatário brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Na reunião, Morales reiterou que não confiscará os bens de nenhuma multinacional estrangeira em seu país: "Evo Morales, como presidente, vai proteger o investimento e a propriedade privada e dar às empresas estrangeiras o direito de recuperar seus investimentos e ter seus ganhos com equilíbrio", disse o presidente eleito boliviano.

Morales, que foi recebido com honras de chefe de Estado, disse ainda que deseja que a petroleira brasileira Petrobras se converta em sócia de uma futura estatal boliviana: "precisamos de sócios e a Petrobras será nossa sócia. Mas seremos radicais com as empresas petroleiras que realizam contrabandos, que não pagam impostos".

O presidente de Petrobrás, José Sergio Gabrielli, elogiou a atitude de Morales:"É evidente que existe uma estabilidade política na Bolívia, uma clara definição do governo boliviano para onde vai (...) Existe um claro entendimento do presidente [Morales] de que não irá quebrar contratos, expulsar empresas, não irá nacionalizar sem negociação e de forma arbitrária".

Ele disse depois que estudará a proposta feita por Morales. "A Petrobras, junto com o governo boliviano, vai sentar-se para estabelecer uma pauta de interesses comuns", declarou Gabrielli numa coletiva para a imprensa.

O Brasil é o maior investidor estrangeiro na Bolívia. Segundo a Petrobras, a estatal é responsável por 100% da gasolina que se consome no país andino, por 24% da arrecadação de impostos e contribui com 18% do PIB (2004). A petroleira brasileira reduziu seus investimentos ao mínimo para operar quando foi sancionada a Lei de Hidrocarbonetos em meados do ano anterior.

Ver também


Fontes