Ministra Damares Alves pede suspensão do filme 'Lindinhas'

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22 de setembro de 2020

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Depois de afirmar há uma semana sobre seu incômodo com o filme Lindinhas e dizer que iria tomar providências contra a produção exibida pela plataforma de streaming Netflix, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, pediu nessa segunda (21) a suspensão do longa acusado pela ministra de sexualizar as crianças.

Mesmo sabendo que o filme foi premiado no Sundance Festival, Damares havia escrito um texto sobre suas impressões: "Estou brava, Brasil! Estou muito brava! É abominável uma produção como a deste filme. Meninas em posições eróticas e com roupas de dançarinas adultas... Quero deixar claro que não faremos concessões a nada que erotize ou normalize a pedofilia! Quero aproveitar e dar um recado aos pedófilos que por anos têm vindo ao Brasil abusar de nossas crianças: no Brasil existe um governo que se importa de verdade em proteger as crianças e as famílias."

De acordo com o ministério, no ofício assinado pela Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, o secretário Maurício Cunha declarou que Lindinhas possui como pano de fundo "o fascínio pela dança, a busca pela liberdade, o desenvolvimento da identidade sexual e o conflito em relação a tradição religiosa de sua família."

"No entanto, de acordo com Cunha, o filme apresenta pornografia infantil e múltiplas cenas com foco nas partes íntimas das meninas enquanto reproduzem movimentos eróticos durante a dança, se contorcem e simulam práticas sexuais. O roteiro, segundo ele, pode levar à normalização da hipersexualidade das crianças em produções artísticas", informou em comunicado, segundo a Agência Brasil.

Além da suspensão do filme no Brasil, o governo pede a apuração da responsabilidade pela oferta e distribuição, destacando que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê como crime o ato de "vender ou expor à venda, vídeo ou outro registro que contenha cena pornográfica envolvendo criança e adolescente, punível com reclusão de quatro a oito anos e multa".

Fontes