Militantes islâmicos matam 132 civis no Mali

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21 de junho de 2022

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O governo militar do Mali reportou num comunicado lido na TV estatal ORTM que militantes islâmicos massacraram 132 civis na região central de Mopti no dia 18 de junho, em um dos ataques mais mortais da insurgência militante de uma década. O ataque aconteceu em três aldeias e o governo declarou três dias de luto.

O incidente em Mopti é o mais recente de uma onda de ataques a civis no país africano e no vizinho Burkina Faso, onde na semana passada militantes mataram 86 civis em um ataque na região norte de Seytenga.

O governo do Mali condenou a ação, mas não comentou sobre a crescente insegurança e violência nas regiões do norte do país, no momento em que os militares franceses estão em processo de retirada da região devido ao trabalho do Mali com mercenários russos.

Segundo a Human Rights Watch e alguns jornais, residentes da região relataram que o exército do Mali e mercenários russos mataram centenas de civis em Moura, no centro do Mali, em março passado. No entanto, os militares negaram ter matado civis, dizendo que o ataque em Moura matou mais de 200 militantes islâmicos. Eles também afirmam que há apenas “instrutores” russos no Mali.

Reações

O governo do Mali condenou com o maior rigor os ataques e abusos perpetrados contra populações pacíficas e garantiu que todas as medidas serão tomadas para encontrar e levar os autores desses atos criminosos ao tribunal.

A missão da ONU no Mali, conhecida como MINUSMA, também emitiu comunicado na noite de segunda-feira, condenado a violência no país. "A MINUSMA tomou conhecimento com consternação dos ataques de grupos extremistas em várias aldeias na região de Bandiagara, no centro do Mali, nos dias 18 e 19 de junho de 2022. Mais de 100 civis foram mortos e várias casas e lojas foram incendiadas. Esses ataques também levaram ao deslocamento forçado de várias centenas de civis. (…) A MINUSMA condena veementemente esses atos hediondos, que constituem graves violações dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário", escreveu a Missão no portal Relief Web.

Fontes