Martha Rocha, primeira Miss Brasil da história, morre em Niterói

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6 de julho de 2020

Martha no concurso Miss Universo 1954

A primeira Miss Brasil da história, Martha Rocha, eleita em 1954, morreu no sábado (04) em Niterói, RJ, aos 87 anos de idade. A informação começou a circular na imprensa ontem, domingo, e foi confirmada por seu filho Álvaro Piano. Ela morreu de infarto, mas sofria, há pelo menos cinco anos, de diversos problemas de saúde, inclusive de enfisema pulmonar. Álvaro disse para a imprensa que a mãe já quase não andava, falava e escutava. "Ela descansou", acrescentou.

Segundo o programa Fantástico ontem (05), que a chamou de "eterna Miss Brasil", Martha teve problemas financeiros ainda nos anos 1990, quando passou a se dedicar à pintura de quadros, que vendia para ganhar dinheiro. O programa também reportou que ela morava num lar de idosos em Niterói desde 2019 devido a seus problemas de saúde.

O jornalista Artur Xexéo falou para o Fantástico que ela foi uma espécie de "primeira celebridade" do Brasil. "Quando ela aparecia numa festa, todas as atenções se voltavam para ela", adicionou. Já a atriz Vera Fischer, que também foi Miss Brasil, em 1969, disse que "ela é a grande miss icônica do Brasil".

Participação no Miss Universo 1954

Segundo o Fantástico, quando desembarcou na Califórnia, Martha se tornou a grande favorita para vencer o Miss Universo. No entanto, acabou perdendo o título para Miriam Stevenson, a Miss Estados Unidos. De acordo com Álvaro para o Fantástico, "minha mãe contava que no ano anterior a Miss USA tinha sido 'meio que injustiçada' e que as moças (as misses que participaram do Miss Universo 1954) achavam que naquele ano eles iam fazer uma espécia de compensação".

Após a derrota, a imprensa brasileira então noticiou o que se tornaria uma história contada e conhecida até hoje: que Martha havia perdido por ter 2 polegadas a mais nos quadris. "Não foi polegada, mas vamos deixar como se fosse", disse Martha numa entrevista anos atrás.

Duas polegadas: a lenda que é contada como verdade

A história das duas polegadas foi uma invenção do jornalista João Martins, da revista O Cruzeiro para consolar o orgulho brasileiro. Tudo foi combinado com os demais jornalistas brasileiros que estavam em Long Beach. A própria Martha autorizou a versão, conforme consta em sua autobiografia. Segundo Martha, nem ela soube se essa história das duas polegadas foi verdade mesmo. "Nos Estados Unidos, nunca ninguém me tirou as medidas", escreveu em sua biografia.

Em dezembro de 2015, o colunista Ancelmo Gois reviveu, na coluna Retratos da Vida, de O Globo, a história das duas polegadas, relembrando que em 1955 Pedro Caetano, Alcyr Pires Vermelho e Carlos Renato lançaram uma marchinha de Carnaval onde se cantava: “Por duas polegadas a mais, passaram a baiana pra trás/Por duas polegadas, e logo nos quadris/Tem dó, tem dó, seu juiz!”.

Fontes

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