Manifestantes criticam em São Paulo remoções de famílias por causa de obras para Copa

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14 de junho de 2013

São Paulo - O movimento Copa pra Quem? reuniu cerca de mil pessoas em frente ao escritório regional da Presidência da República, na Avenida Paulista, segundo o cálculo de organizadores. De acordo com a Polícia Militar, no entanto, havia aproximadamente 350 manifestantes. Os participantes do ato, que partiram do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), repudiam a remoção compulsória de centenas de pessoas de suas casas em razão das obras preparatórias para a Copa do Mundo e a Copa das Confederações.

“Temos um estudo da própria ONU [Organização das Nações Unidas] que mostra que há 100 mil famílias sendo despejadas direta ou indiretamente por causa das obras da Copa. Esses eventos estão aquecendo a especulação imobiliária, fazendo com que os trabalhadores sejam jogados ainda mais para longe”, disse Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Durante o trajeto do Masp até o escritório da Presidência, os manifestantes ocuparam duas das oito faixas da Avenida Paulista. Não houve registro de conflito.

“Esses milhares de famílias ameaçadas de remoção querem a imediata paralisação dessa ação [retirada das pessoas de suas casas] até que se possa garantir a abertura de diálogo com os governos municipal, estadual e federal”, disse Juliana Machado, do Comitê Popular da Copa.

A manifestação foi organizada também pela Central de Movimentos Populares de São Paulo.

Fontes

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