Manifestação pede liberação de novos remédios contra hepatite C

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4 de dezembro de 2014

Brasil

Cerca de 50 pessoas se reuniram hoje (4) em frente ao prédio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, para pressionar por rapidez na aprovação de três novos medicamentos usados no tratamento de hepatite C: sofosbuvir, simeprevir e daclatasvir.

Os remédios ainda estão sendo analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas deverão chegar ao Brasil por um preço inferior ao cobrado nos Estados Unidos e podem reduzir em até 60% por paciente o custo no tratamento da doença, segundo o presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, Carlos Varaldo.

"Com essa diminuição no custo para cada pessoa cadastrada no SUS, vai ser possível que mais pessoas sejam tratadas pela rede pública com a mesma verba destinada hoje para esse fim. E isso sem falar dos benefícios no uso desses medicamentos, que têm efeitos colaterais muito menos agressivos e uma resposta mais concreta para a cura da hepatite C, chegando a 95% dos casos tratados", afirmou Varaldo,

O Ministério da Saúde informou que a aprovação definitiva para o uso no Sistema Único de Saúde (SUS), no entanto, dependerá da avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e da finalização do processo de registro pela Anvisa. Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a demora nesse processo é consequência da complexidade da legislação brasileira. "Ainda assim, solicitamos à Anvisa que dê prioridade ao registro desses medicamentos, porque se trata de um interesse estratégico para o SUS e para seus pacientes."

De acordo com o grupo de apoio ao portador de hepatite, os remédios usados hoje causam problemas colaterais graves à saúde do paciente, que pode, muitas vezes, ser obrigado a suspender o tratamento por causa dos riscos. Foi o que aconteceu com o advogado Nilton Perillo, que tem a doença e já passou pelo tratamento atual. "Eu mesmo tive anemia aguda pelo uso de Ribavirina. Sei de pessoas que tiveram que abandonar o tratamento, por recomendação médica, por causa da agressividade desses remédios", disse.

Fontes

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