Mali exige saída das forças estrangeiras

2 de agosto de 2022

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O chefe da divisão de aeroportos do Ministério dos Transportes do Mali enviou uma carta ao Sahel Aviation Services (SAS) no aeroporto de Bamako exigindo a retirada das "forças estrangeiras" dentro de 72 horas a partir de hoje. Ele afirmou que a "acomodação e recepção" de soldados estrangeiros pela empresa privada "gera riscos para a segurança interna e externa" no país.

O anúncio vem quase 30 dias após a detenção, em 10 de julho, de 49 soldados marfinenses no aeroporto de Bamako, desencadeando uma crise diplomática entre Mali, Costa do Marfim e as ONU. O governo marfinense afirmou que as tropas estavam no local para dar apoio à missão de paz da ONU, enquanto o Mali diz que se tratava de "mercenários".

O aeroporto do SAS serve como base de soldados marfinenses, bem como tropas alemãs, austríacas, belgas, suecas e paquistanesas que estão em missão no país.

Caos no Mali

O Mali luta contra uma campanha jihadista que começou no norte do país em 2012 e depois se espalhou para o Níger e Burkina Faso. Milhares de malianos já morreram e centenas de milhares foram deslocados de suas cidades.

O país também está sob uma onda de caos político, depois dos golpes militares de agosto de 2020 e maio de 2021.

Apoio russo

Tentando manter o controle, o governo maliano contratou o grupo de mercenários Wagner, baseado na Rússia, que no entanto, já foi várias vezes acusado de crimes de guerra.

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Fontes