Maduro alerta venezuelanos para dois anos de baixos preços do petróleo

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11 de fevereiro de 2015

Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nessa terça-feira (10) aos venezuelanos que se preparem para suportar a conjuntura causada pela queda do preço do petróleo nos mercados internacionais, situação que deverá se manter até 2017. "Temos de estar preparados para dois anos de preços baixos ou muito baixos e a sociedade [venezuelana], a revolução bolivariana, continuará o seu curso", disse.

O presidente falou em seu programa de televisão Em Contato com Maduro, transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão. Ele comentou também a implementação, na terça-feira, de um novo sistema de controle cambial no país. Para o líder venezuelano, o sistema “é muito importante” devido à queda do preço do petróleo e das exigências que a situação provoca do “ponto de vista estrutural e conjuntural, do desenvolvimento de uma nova economia, de mecanismos para a justa, correta e perfeita administração e investimento dos dólares da República".

Segundo Nicolás Maduro no último século, os "dólares que a República usava para o seu funcionamento provinham do petróleo", tendo sido implementados distintos sistemas cambiais para administrar os recursos que entravam com a renda petrolífera. "Há que se ter em conta, como sabe todo o povo, que a queda dos preços do petróleo foi abrupta e apesar de haver tendência de recuperação, é uma leve tendência”, disse, acrescentando que a Venezuela perdeu 60% das receitas em dólares.

Ele explicou que o governo está conseguindo os recursos necessários para que o país continue a funcionar no seu ritmo durante os próximos dois anos, apesar de uma campanha das empresas avaliadoras de risco contra a Venezuela. O preço do barril de petróleo venezuelano caiu mais de 50% desde junho de 2014, estando cotado atualmente em menos de US$ 40. Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas de petróleo bruto do mundo, enfrenta graves dificuldades financeiras devido à queda dos preços. O país depende fortemente dessa receita, que garante 96% de suas divisas.

Fontes

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