Macron diz que França 'não tolerará' o comportamento da Turquia na Líbia

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23 de junho de 2020

Macron em imagem meramente ilustrativa

O presidente francês Emmanuel Macron disse que "não vai tolerar" o papel que a Turquia está desempenhando na Líbia, chamando isso de um obstáculo à paz. A Turquia tem fornecido armas ao Governo da União Nacional (GNA) em Trípoli, que está lutando contra um governo rival chefiado pelo general Khalifa Haftar.

Em uma entrevista coletiva em Paris na segunda-feira, com a presença do presidente da Tunísia, Kais Saied, Macron acusou a Turquia de ignorar o embargo de armas da ONU contra a Líbia e pediu à União Européia o fim de toda intervenção estrangeira no país africano.

"Eu já tive a oportunidade de dizer isso claramente ao presidente Erdogan: considero hoje que a Turquia joga um jogo perigoso e viola todos os compromissos assumidos durante a conferência de Berlim", disse Macron.

As relações entre a França e a Turquia tornaram-se ainda mais tensas desde um confronto entre navios de guerra franceses e turcos no Mediterrâneo oriental, há duas semanas. A França alega que um navio turco disparou luzes de radar num navio francês, que estava em missão da OTAN para investigar se o navio turco estava contrabandeando armas para a Líbia. A Turquia chamou as acusações francesas de infundadas.

A Líbia vive uma grave turbulência social desde que o ditador Muammar al-Gaddafi foi derrubado e morto em 2011.

Atualmente, o país está dividido entre o GNA em Trípoli, que controla a parte noroeste do país, e o governo de Haftar, com sede no leste, apoiado pelo Egito, Rússia e Emirados Árabes Unidos.

Depois de mais de um ano de intensas lutas pelo controle da capital, o GNA parece ter garantido o controle de Trípoli, dizem observadores, mas não sem antes fazer com que milhares de civis fugissem do país para salvar suas vidas.

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