Médicos Sem Fronteiras: rota de migração para os EUA parece "zona de guerra"

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14 de fevereiro de 2020

Em verde, a região da América Central, responsável atualmente por uma grande onda migratória rumo aos Estados Unidos

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) emitiu, dias atrás, um novo relatório sobre a situação na rota migratória na América Central. De acordo com o documento, chamado “Sem Saída” e que foi elaborado com base em entrevistas e depoimentos de migrantes e solicitantes de asilo nos Estados Unidos, bem como em dados coletados pelos funcionários e voluntários da MSF, os migrantes, que já fogem da pobreza e violência em seus próprios países, enfrentam ainda mais violência durante a rota e ficam encurralados e sem opção de acesso a mecanismos de proteção, o que representa um grave risco à sua saúde física e mental.

Segundo a entidade, 57,3% das pessoas entrevistadas afirmaram que foram expostas a algum tipo de violência ao longo do percurso, incluindo casos de agressão, extorsão, violência sexual e tortura, e 75% dos que foram forçados a permanecer na cidade fronteiriça de Novo Laredo relataram ter sido sequestrados por vários dias para fins de extorsão. O chamado “Protocolo de Proteção para Migrantes” força aqueles que solicitam asilo nos EUA a permanecerem no México, onde, segundo Sergio Martín, coordenador-geral dos projetos da MSF, "são perseguidos com propósitos extorsivos e suas vidas estão em perigo".

A MSF oferece atendimento médico no México a pessoas que foram deportadas dos EU ou que estão no país nas "estações de migração". Em ambos os casos, os migrantes passam por situações como locais inadequados para dormir, falta de alimentos e roupas e condições inadequadas de higiene, o que leva ao desenvolvimento de doenças infecciosas, diarreia e problemas psicológicos.

Fonte

Relatório de MSF mostra que políticas migratórias de EUA e México aumentam riscos à saúde e segurança de migrantes e refugiados, MSF, 11 de fevereiro de 2020.

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