Lula fala sobre a crise e seu governo

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Brasília - Presidente Lula concede entrevista coletiva a emissoras de rádio AM de São Paulo e do Rio de janeiro . Foto: Ricardo Stuckert/PR.

25 de novembro de 2005

Brasil

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista para várias emissoras de rádio nesta quinta-feira (24). Lula respondeu perguntas sobre a crise política, defendeu o seu ministro da Fazenda e comentou as realizações de seu governo.

Lula disse que o ministro da Fazenda Antonio Palocci é uma figura importante para o governo e que ele continuará no cargo. O Presidente comparou-o ao jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho: "Mexer no Palocci é a mesma coisa que pedir para o Barcelona tirar o Ronaldinho de jogar, deixa ele jogando, ele está bem. De vez em quando, o Ronaldinho perde um gol, de vez em quando o Palocci pode dizer alguma coisa que alguém não goste, mas isso faz parte da vida. No geral, as coisas estão indo muito bem."

Sobre as denúncias de corrupção Lula disse que há mais pessoas interessadas em denunciar, do que em investigar. Ele disse que deseja que os factos sejam apurados, mas com responsabilidade: "O que o presidente da República tem que fazer é não fugir da sua responsabilidade. E eu sou daqueles que querem apurar a verdade doa a quem doer. Agora, tem critérios. Eu não posso enforcar para depois julgar."

Repórteres perguntaram a Lula sobre o que ele achava do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Lula respondeu: "Tenho a convicção de que a morte do Celso Daniel foi um acidente e foi um crime comum. Não acredito em crime político em hipótese alguma".

Um radialista perguntou ao Presidente se ele tem pesadelos com o empresário Marcos Valério ou ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Delúbio Soares —Valério e Delúbio estão envolvidos no suposto esquema de corrupção conhecido no Brasil como mensalão. O Presidente respondeu: "Eu não tenho pesadelo. Eu tenho muitas mais razões para sonhar coisas boas do que para ter pesadelos". Lula acrescentou que levanta cada dia pensando que ele será melhor que o dia anterior.

Lula disse que ainda acredita em todas as coisas que sonhou: "Eu continuo acreditando em todas as coisas que eu sonhei a vida inteira e continuo tendo consciência de que o Brasil está tendo um momento excepcional".

Em seguida, o Presidente comentou as políticas sociais de seu governo: "Estou feliz com as políticas sociais, mas achando que nós ainda temos muito a fazer. Isso é como um começo de campeonato, ou seja, o time: ‘ah, estou bem, estou bem, já ganhei três jogos’. Mas ainda faltam dez jogos para você disputar".

Lula prometeu acabar com as filas de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): "Nós vamos acabar com as filas do INSS, melhorando o atendimento das pessoas. A partir de março, começo de abril. Pode me cobrar".

Fontes