Lula diz não igualar responsabilidades da Rússia e da Ucrânia na guerra mas procura "terceira via"

Fonte: Wikinotícias
Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva

24 de abril de 2023

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O Presidente brasileiro afirmou que nunca atribuiu as mesmas responsabilidades à Rússia e à Ucrânia na guerra entre os dois países e que não está interessado em agradar a ninguém, mas a encontrar uma terceira via para a paz.

Ao falar à imprensa neste sábado, 22, em Lisboa, após o encontro com o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, Lula da Silva reiterou que o seu Governo condena a invasão e a anexação dos territórios ucranianos pela Rússia, mas quer falar da paz.

"Eu não quero agradar a ninguém, eu quero é construir uma forma de colocar os dois à mesa", disse o estadista brasileiro, lembrando que o que parecia impossível aconteceu na II Guerra Mundial.

"Quero é escolher uma terceira via que é da construção da paz", disse Lula da Silva quem reiterou o seu posicionamento antes Moscovo e Kyiv.

"Eu nunca igualei os dois países, porque eu sei o que é invasão, eu sei o que é integridade territorial. Todos nós achamos que a Rússia errou. E já condenamos em todas as decisões da ONU. Mas a guerra já começou e é preciso parar a guerra. E para parar a guerra tem que ter alguém que converse e o Brasil está disposto", afirmou o Chefe de Estado brasileiro, que iniciou hoje a sua primeira visita à Europa neste terceiro mandato.

Brasil quer solução "política e negociada"

Lula da Silva assinalou que, no momento, nem a Rússia, nem a Ucrânia querem parar a guerra, e que é preciso encontrar uma solução "política e negociada".

"No caso da guerra, a Rússia não quer parar, a Ucrânia não quer parar [...]. É melhor encontrar uma saída numa mesa do que continuar tentando encontrar uma saída no campo de batalha", continuou o Presidente que usou uma conversa mantida com o chanceler alemão para explicar a sua posição neste momento.

"O chanceler Olaf Scholz foi ao Brasil e foi pedir para que o Brasil vendesse os mísseis para que ele os doasse à Ucrânia. O Brasil se recusou a vender os mísseis porque, se a gente vendesse os mísseis e esses mísseis fossem doados à Ucrânia, e esses mísseis fossem utilizados e morresse um russo, a culpa seria do Brasil. O Brasil estaria na guerra. E o Brasil não quer participar da guerra. O Brasil quer construir a paz", respondeu Lula da Silva à pergunta de uma jornalista que o questionou se mantinha a posição de que a União Europeia está a contribuir para a guerra, como afirmou no domingo nos Emirados Árabes Unidos.

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