Lula defende Sarney e pede que não se faça julgamento precipitado

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Agência Brasil

1 de agosto de 2009

Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil


Em entrevista ontem à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, ao ser perguntado sobre o presidente do Senado José Sarney, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a permanência de Sarney, para garantir a governabilidade. Ao defender, disse que não quer julgamento precipitado do aliado.

De acordo com ele, não se pode ficar “caçando alguém por asfixiamento”. “É meu senso de justiça. Não quero para mim, nem para o presidente Sarney, nem para você e para nenhum brasileiro o julgamento precipitado sem que haja as investigações corretas”, afirmou Lula.

O presidente argumentou que o senador já pediu investigação das irregularidades envolvendo seu filho e neto, além de solicitar um projeto de reestruturação da administração da Casa, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “Temos que ter paciência para que as investigações sejam corretas, se apure tudo que tiver de apurar. Depois de se apurar tudo, se faça o julgamento”, disse.

Antentem (30), Lula havia dito que a crise de Sarney era problema do Senado e não da Presidência da República, pois não havia votado no Sarney ou em nenhum outro senador fora do estado de São Paulo.

Lula comentou também sobre a lei, sancionada por ele, de presunção de paternidade para suposto pai (o homem que se negar a fazer o exame de DNA será considerado o pai da criança). “Chega de colocar filho no mundo para os outros criarem. Ninguém pode colocar filho no mundo achando que o Estado tem que cuidar”, disse Lula. A nova lei está em vigor desde anteontem (30).

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