Lula dá posse ao novo Procurador-Geral da República e critica "show de pirotecnia" e pede mais cautela em investigações

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Agência Brasil

23 de julho de 2009

Brasília, Distrito Federal, Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem (22) no discurso de posse que dará continuidade à política de combate à corrupção, ao crime organizado e ao trabalho escravo. Ele afirmou ainda que em sua gestão as minorias e os excluídos terão atenção especial.

"A luta contra a corrupção prosseguirá sem trégua contribuindo o Ministério Público com os poderes estatais para aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e combate à improbidade em todas as suas formas e níveis.”

Ao falar sobre o processo de escolha do novo procurador, ter sido feito a partir da lista tríplice encaminhada após votação realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Lula contou ter ouvido sugestões para que não escolhesse um nome da lista, mas sim indicasse pessoas de sua extrema confiança para o cargo.

“Se eu indicasse um amigo meu, ficaria sob suspeita”, disse justificando ter indicado pela quarta vez o subprocurador mais votado na eleição da ANPR, com 482 votos. O presidente disse ainda que conversou com pessoas ligadas à área jurídica para tomar sua decisão.

Cearense, Roberto Gurgel terá mandato de dois anos no comando do Ministério Público Federal, podendo ser reconduzido ao cargo pelo mesmo período. Ele está na instituição desde 1994.

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que autoridades públicas precisam ter mais cautela no momento de se investigar denúncias. “Não pode ter nada pior do que um procurador, um político procurar fazer da sua atividade profissional um show de pirotecnia antes de ter o processo final apurado, indiciado e julgado”, disse Lula, durante a cerimônia de posse do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Segundo ele, o Ministério Público tem a obrigação de agir com seriedade levando em consideração tanto as ações do investigado quanto do investigador. “Uma instituição que tem o poder do Ministério Público tem a obrigação de agir com a máxima seriedade, não pensando apenas na biografia de quem está fazendo a investigação, mas também na biografia de quem está sendo investigado, por que não temos o direito de cometer erros.”

Fontes


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