Lula cobra discurso unificado dos países ricos em relação à crise mundial

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Presidente Lula durante encontro com o presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Agência Brasil

17 de outubro de 2008

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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva cobrou ontem (16) posição unificada e coerente dos países ricos para acalmar as bolsas de valores mundiais.


''Penso que tem muita gente falando coisas contraditórias. De vez em quando, você ouve o presidente do Banco Central americano dizendo uma coisa, um banco europeu falando outra coisa. Ou eles se acertam e elaboram um discurso único e começam a colocar o pé na economia real ou vamos ficar nesse samba do crioulo doido. Cada dia vendo a bolsa disparar para cima e, no outro dia, para baixo

—Lula, em entrevista coletiva em Maputo, Moçambique

Para Lula, a crise não provocou até o momento “nenhuma coisa mais séria” nos países emergentes, como Brasil, China e Índia.

Questionado sobre a situação da Islândia, país europeu com as piores quedas na bolsa de valores, o presidente respondeu que quem aposta errado tem de arcar com as conseqüências. “As pessoas precisam tratar economia com mais juízo e com mais responsabilidade. Quem aposta errado, pode ganhar muito ou pode quebrar a cara”, disse.

Em seu discurso, o presidente também voltou a afirmar que o sistema bancário brasileiro não está envolvido no subprime (título hipotecários que não exigem garantias). E destacou que os bancos estatais são importantes neste momento de crise.

O Brasil é um dos poucos países do mundo hoje em que nós ainda não estamos querendo ficar sócio dos bancos, não só porque o sistema financeiro não está envolvido no subprime, mas porque somos sócios de dois bancos importantes e dono de um muito importante, que é o BNDES, além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal

Em jantar oferecido pelo presidente moçambicano, Armando Guebuza, Lula propôs a criação de um grupo para identificar oportunidades de negócios entre Brasil e Moçambique com o objetivo de equilibrar a balança comercial, favorável ao Brasil. “O Brasil está as ordens para lançar projetos de produção de biocombustíveis em Moçambique”, disse.

Lula permanece em Maputo, onde hoje (17) inaugura o Escritório Regional para África da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e também uma fábrica de bolas de futebol. Ele fez um pedido a Guebuza: “Não prepare sua seleção para ganhar do Brasil nem em 2010 e nem em 2014, quando a Copa do Mundo será no Brasil”, brincou.

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