Longos conflitos pioram crise alimentar no Sahel Central

26 de julho de 2022

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O portal Relief da OCHA-ONU chama atenção para uma crise alimentar total iminente no Sahel Central, principalmente em Burkina Faso, Mali e Níger. "A situação está se deteriorando rapidamente", reportou o serviço de informações, apontando o conflito prolongado na região, o deslocamento em massa cada vez maior, a escassez global de alimentos e os choques climáticos como os responsáveis pela situação.

Segundo o serviço, estima-se que 9,7 milhões de pessoas estejam em situação de insegurança alimentar nos três países. "No Níger, o consumo de alimentos já está muito degradado em quase todas as regiões e os limites de emergência estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde para desnutrição aguda global e desnutrição aguda grave já foram ultrapassados", enfatizou Mohamed Bah, diretor nacional da OCHA no Níger.

Neste país, especificamente, houve um decréscimo de 36% na produção agrícola nos últimos 12 meses, enquanto em Burkina Faso a produção caiu 12%. "Yaouba Kaigama, diretor da OCHA em Burkina Faso, explicou: "além dos ataques a civis, grupos armados saqueiam e destroem plantações, roubam gado e extorquem dinheiro de comunidades, deixando centenas de milhares de famílias famintas. Os mercados nas áreas afetadas não são mais funcionais ou operam em um ritmo mais lento".

Meninas e mulheres são as mais afetadas

Segundo dados levantados pela OCHA, meninas e mulheres são as mais afetadas quando a comida é escassa, pois geralmente são obrigadas a comer menos e a comer por último. Além disto, muitas meninas e adolescentes são obrigadas a deixar a escola para ir trabalhar ou mesmo são forçadas a se casarem. Outro risco que envolve meninas, adolescentes e mulheres quando as famílias recorrem a estratégias negativas de sobrevivência é a exploração sexual, aponta o Relief.

Fontes