Libertados activistas detidos em Cabinda no sábado

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30 de novembro de 2020

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A Polícia Nacional (PN) de Angola libertou os nove activistas dos direitos humanos de Cabinda detidos no sábado, 28, depois do pagamento de uma multa de 200 mil kwanzas (equivalente a 309 dólares ao câmbio oficial de 27 de novembro).

Nsito e oito colegas foram detidos na manhã de sábado quando se preparavam para uma manifestação que visava pedir a libertação de três activistas políticos detidos desde 28 e 30 de junho e apelar para a paz em Cabinda.

Eles foram soltos no final da tarde, por volta das 18:30 (hora local), depois de terem sido notificados que "violaram o artigo 27 do Decreto Presidencial nº 298/20, de 20 de novembro, que aprova as medidas excepcionais e temporárias a vigorar durante a situação de calamidade pública declarada por força da pandemia Covid-19" , já que, para os responsáveis do Serviço de Investigação Criminal (SIC), os arguidos foram detidos em agrupamento de mais de cinco pessoas.

O também activista José Marcos Mvungo, que se encontra fora de Angola, após ter passado quase 14 meses preso considerou ser "curioso o esquecimento do Governo Provincial de Cabinda e do SIC, porque, recentemente, no dia 21, os activistas de Luanda organizaram uma manifestação e não consta que tivessem sido detidos.

"Deste modo, mais uma vez se confirma que manifestar em Cabinda é crime, mesmo se se trata de um direito consagrado na Constituição angolana e que o recente encontro do Presidente da República de Angola, João Lourenço, com organizações juvenis foi uma perda de tempo", conclui Mavungo.

Fontes

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