Lei sobre igrejas e cultos avança no Parlamento angolano

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Agência VOA

Raul Taty acusa MPLA de ter incentivado proliferação de culto e partido no poder rejeita a acusação

7 de novembro de 2018

A proposta de lei sobre liberdade religiosa, crença e culto começou a ser discutida na Assembleia Nacional na generalidade, nesta quarta-feira, 7, para depois passar a discussão na especialidade.

Num ponto os deputados concordam: a lei já vem tarde no sentido de disciplinar o que acontece em Angola no exercício da religião, culto e crença.

Para o padre e deputado independente proposto da UNITA, Raul Tati, a lei pode pôr fim ao que chama de Torre de Babel do que se passa em Angola.

"Já era tempo de se pôr ordem em relação ao exercício da liberdade religiosa em Angola”, disse, acrescentando que "o conteúdo da lei vem de alguma maneira colmatar uma gravíssima lacuna em termos de regulação deste exercício” porque "a constituição reconhece esse direito mas o que se passa em Angola é uma autêntica Babel".

Tati acusou o MPLA de ter incentivado a proliferação de denominações religiosas para angariar votos.

A acusação foi refutada pelo deputado pela bancada do MPLA, Nuno Carnaval.

"Isso não é verdade, é um falso problema, a religião é um fenómeno e um processo que não implica ideologia, cada um é livre de professar esta ou aquela religião e onde bem entender", defendeu Carnaval para quem a lei é bem-vinda e vem ajudar a arrumar a casa".

"É preciso combater todos os fenómenos e praticas religiosas que não se coadunam com os princípios da nossa constituição e traços culturais dos angolanos", concluiu aquele deputado da maioria.

Fontes

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