Kadhafi diz que Líbia é contra o terrorismo

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Agência Brasil

O presidente da Líbia em 2003

11 de julho de 2002

Brasília — O presidente da Líbia, Moammar Kadhafi, afirmou, em entrevista à CNN, que não há provas de que seu país esteja por trás de qualquer ato de terrorismo, acrescentando que seu país está na vanguarda da luta contra os terroristas. "Nós, na verdade, os chamamos de hereges. Eles não são muçulmanos. Eles não estão seguindo o Islã", declarou Kadhafi ontem (10), após participar, em Joanesburgo (África do Sul), da inauguração da União Africana, uma organização que substitui a Organização da Unidade Africana.

"Essas pessoas são terroristas, e, na verdade, são loucas e doidas. São realmente perigosas e não respeitam a lei, não aceitam a lei, não permitem nem que se converse com elas, e devem ser realmente tratadas de acordo", acrescentou o líder líbio.

Há muito tempo acusado pelo Ocidente de abrigar e patrocinar terroristas, Kadhafi disse que a participação da Líbia no terrorismo não foi comprovada. "Na verdade nós somos apenas vítimas de terrorismo e a Líbia é contra o terrorismo", afirmou. "Eu também gostaria de assegurar aos norte-americanos e aos não norte-americanos que a Líbia exerce um papel muito importante no combate ao terrorismo", acrescentou Kadhafi.

Ele disse que "vários elementos do Afeganistão" teriam se infiltrado na Líbia e causado "muitos problemas" e que esta seria uma das razões para que não abrigasse grupos como a Al Qaeda, de Osama bin Laden, ou permitisse que se refugiassem em seu país. "Nós não precisamos de bin Laden", disse Kadhafi. "Nós não precisamos do dinheiro dele, de sua proteção, não queremos usá-lo ou ser usados por ele. Nós queremos apenas nos defender".

Se qualquer membro da Al Qaeda for encontrado na Líbia, Kadhafi prometeu prendê-lo e levá-lo a julgamento.

O líder líbio disse ainda que deseja e precisa ter boas relações com outros países, particularmente com os Estados Unidos, porque a transferência de tecnologia ajudaria a desenvolver seu país.

Kadhafi argumentou que "razões norte-americanas" motivaram sanções contra a Líbia, as quais Washington afirma que não suspenderá até que o país aceite a responsabilidade pela explosão do vôo 103 da Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie, em 21 de dezembro de 1988, quando morreram 270 pessoas.

Fontes[editar]

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