Jovens e adultos recém-alfabetizados lançam livros no Rio

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12 de novembro de 2018

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José Cardoso de Santana trabalha há mais de 40 anos como jardineiro no Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, e é um dos 46 alunos recém-alfabetizados do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) que lançarão livros em noite de autógrafos hoje (12), no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Nação Rubro Negra. Com idades entre 16 e 70 anos, os alunos produziram seus próprios livros pela plataforma educacional Estante Mágica.

Emocionado, José Cardoso, conhecido como Cacá, disse: “Eu vejo que é possível realizar alguma coisa que você nem imaginava que pudesse conseguir. Escrever livros era só para pessoas de formação acadêmica”.

Experiência gratificante

Para a professora de uma das turmas de alfabetização do Ciep Nação Rubro Negra, Márcia Cardoso, a experiência foi gratificante. “No ano passado, muitos alunos não sabiam nem ler nem escrever. Estavam na alfabetização e hoje já são escritores. Isso deu um empoderamento para eles muito grande”, comemorou Márcia.

Estante Mágica

Esta é a primeira vez que o projeto é aplicado na educação de jovens e adultos, informou o cofundador da Estante Mágica, Robson Melo. “A plataforma nasceu para atender crianças do primeiro segmento do ensino fundamental. Trazer essas crianças para o mundo da leitura e da escrita pelo protagonismo e pela autonomia, quando elas conseguem escrever suas próprias histórias”.

“O projeto é aplicado por meio de uma plataforma em que é gerado um material para que eles ilustrem e escrevam sua história. O livro tem seis páginas de texto e seis páginas de ilustração. A gente ficou muito feliz. É a primeira vez que a gente aplica o nosso projeto na educação de jovens e adultos. Esperamos ser bem-sucedidos nesse processo por entender que nossa plataforma serve para a alfabetização como um todo, não só para as crianças, mas também para jovens e adultos que podem ter a oportunidade de escrever a própria história”, comentou Robson Melo.

Para Melo, a percepção é de que o processo tem similaridades entre as faixas etárias. “Mexe com o mesmo orgulho de ser capaz de escrever história, mexe com o sentimento de autoestima de maneira geral de jovens e adultos que têm, de fato, muitas histórias para contar”.

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