Irão elege presidente acusado de crimes contra os direitos humanos

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Ebrahim Raisi (2019)

19 de junho de 2021

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Agência VOA

A Anistia Internacional pediu hoje investigações ao papel do presidente eleito do Irão Ebrahim Raisi no que os Estados Unidos e esta organização dizem ter sido a execução extrajudicial de milhares de oponentes do regime em 1988.

Raisi está numa lista de personalidades iranianas alvo de sanções americanas e foi hoje declarado vencedor das eleições presidenciais de sexta-feira marcadas por uma fraca afluência às urnas e em que dezenas de possiveis candidatos foram desqualificados pelo Conselho de Guardiões, encarregue de vetar os candidatos a cargos públicos.

O outro principal candidato, o presidente do banco central tido como um reformista, Abdolnasser Hemmati admitiu a derrota numa mensagem de parabéns a Raisi.

Não foram revelados números sobre a afluência às urnas mas sondagens aprovadas pelo regime tinham anteriormente dito que apenas pouco mais de 40% iriam votar, o que a confirmar-se torna esas eleições as de menor afluência desde a Revolução Islâmica de 1979.

O jornal Washington Post disse que dados preliminares do ministério do interior citados pela agencia semi-oficial Fars, indicavam que Raisi tinha recebido quase 18 milhões de votos de um total de 28 milhões. O Irão tem cerca de 64 milhões de eleitores registados

Raisi, tido como um conservador de linha dura e aliado do líder supremo, o Ayatollah ((w|Ali Khamenei}}, ocupava até agora a posição de dirigente do sistema judicial do país.


Fontes

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