Irã emite mandado de prisão para Trump e pede ajuda à Interpol

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29 de junho de 2020

O Irã emitiu um mandado de prisão e pediu à Interpol ajuda na detenção do presidente Donald Trump e dezenas de outros que acredita serem responsáveis ​​por um ataque de drones que matou um importante general iraniano em Bagdá, informou um promotor local nesta segunda-feira.

Enquanto Trump não corre o risco de ser preso, as acusações sublinham as tensões aumentadas entre o Irã e os Estados Unidos desde que Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos do acordo nuclear de Teerã com as potências mundiais.

O procurador de Teerã, Ali Alqasimehr, disse que Trump e mais de 30 pessoas acusadas pelo Irã de envolvimento no ataque de 3 de janeiro que matou o general Qassem Soleimani em Bagdá enfrentam "acusações de assassinato e terrorismo", informou a agência de notícias estatal IRNA.

Alqasimehr não identificou mais ninguém procurado além de Trump, mas enfatizou que o Irã continuaria a perseguir o acusado mesmo após o término de seu mandato na presidência.

A Interpol, com sede em Lyon, França, ainda não comentou o assunto.

Alqasimehr também foi citado como tendo dito que o Irã solicitou um "alerta vermelho" para Trump e os outros, o que representa o pedido de prisão de mais alto nível emitido pela Interpol, através do qual autoridades locais acabam realizando prisões em nome do país que as solicita. O alerta não pode, no entanto, forçar os países a prender ou extraditar suspeitos, mas pode limitar as viagens dos suspeitos.

Após receber uma solicitação, a Interpol se reúne, por comitê, e discute se deve ou não aceitar o pedido de divulgação do "alerta" feito por seus Estados-membros. A Interpol não tem obrigação de divulgar publicamente nenhum alerta, embora alguns sejam publicados em seu site.

É improvável que a Interpol atenda ao pedido do Irã, pois sua orientação para alerta proíbe-a de "realizar qualquer intervenção ou atividade de natureza política".

Os EUA mataram Soleimani, que supervisionou a Força Expedicionária da Guarda Revolucionária, e outros em janeiro, perto do Aeroporto Internacional de Bagdá. Depois de meses de incidentes que aumentaram as tensões entre os dois países, o Irã acabou por retaliar com um ataque de míssil balístico contra as tropas americanas no Iraque.

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