Insurgência paralisa a economia de Cabo Delgado, dizem autoridades

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28 de novembro de 2020

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O Governo provincial de Cabo Delgado diz que praticamente toda a actividade económica está suspensa na maior parte da província, em parte por causa de ataques de insurgentes.

O diretor provincial da Indústria e Comércio em Cabo Delgado, Nocif Francisco Magaia, afirmou que, devido a ataques terroristas, a circulação em estradas que dão acesso a locais de produção, incluindo unidades industriais, está bastante dificultada.

"Este ano não tivemos leilões da Montepuez Rub Mining, há um retardamento de investimentos estruturantes, por exemplo, a nova fábrica de cimentos, e há destruição de equipamentos em algumas regiões da província", lamentou Magaia.

Ele afirma que, além disso, os ataques da insurgentes estão a perturbar a comercialização da castanha de cajú, um dos principais produtos de exportação de Cabo Delgado, que dá emprego a, pelo menos, 265 mil pessoas.

Segundo Magaia, alguns comerciantes e proprietários de unidades industriais já se transferiram para a zona sul, tida como a mais segura da província.

Talhões para os deslocados

Na quinta-feira iniciou-se a primeira fase de um processo que vai abranger trinta e oito mil famílias que abandonaram as suas zonas de residência em zonas de conflito, abrigando-se, maioritariamente, em casas de familiares em Pemba.

Os deslocados beneficiaram de talhões para a construção de habitações e abertura de explorações agrícolas, no distrito de Ancuabe, sul da província, num processo dirigido pelo Secretário de Estado de Cabo Delgado, Armindo Ngunga.

Refira-se que em declarações a jornalistas, esta semana, o bispo de Pemba Dom Luiz Fernando Lisboa, afirmou que "Pemba já estava superlotada, e calcula-se que sejam quase 100 mil pessoas a mais na cidade de Pemba".

A província de Cabo Delgado, desde 2017, tem sido alvo de ataques terroristas, que de acordo com as autoridades, já provocaram a norte de várias centenas de pessoas e milhares de deslocados.

Fontes

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