Incidente na fronteira da Etiópia e Sudão causa mal-estar diplomático

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31 de maio de 2020

Imagem meramente ilustrativa

O Ministério das Relações Exteriores do Sudão convocou ontem (30) o diplomata da Etiópia no país para pedir explicações sobre um ataque acontecido na fronteira no dia 28 passado. O incidente deixou ao menos uma criança e um militar sudaneses mortos, além de diversos feridos, na área fronteiriça de al-Fashqa, ocupada há anos por fazendeiros etíopes.

O Ministério das Relações Exteriores da Etiópia anunciou oficialmente horas atrás que lamenta o ocorrido e que insta as duas nações a trabalhem juntas para investigar as circunstâncias que cercam o incidente. "O Ministério acredita firmemente que não há razão honrosa para os dois países entrarem em hostilidade e apela à necessidade de continuar a estreita colaboração entre as administrações locais e regionais vizinhas para garantir paz e segurança na área de fronteira. Somos da opinião de que tais incidentes são mais bem tratados através de discussões diplomáticas baseadas na relação cordial e amigável e na coexistência pacífica entre os dois países", dizia ainda o comunicado.

A área do conflito

A presença dos agricultores etíopes na região de al-Fashqa, no Sudão, havia sido tolerada pelo ex-presidente Omar al-Bashir, mas após a derrubada deste em 2019, o governo de transição começou negociações com a Etiópia para a saída dos agricultores.

Segundo o governo sudanês, uma milícia que atua na região e que seria apoiada pelo exército etíope teria invadido o Sudão no dia 28 para buscar água no rio Atbara. A milícia teria sido então repelida por soldados sudaneses, provocando depois uma troca de tiros, inclusive de metralhadora, com a ajuda dos militares etíopes.

Segundo o governo do Sudão, outros ataques semelhantes já teriam acontecido nos dois dias anteriores ao incidente do dia 28.

Fontes

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